Ela sai do banheiro como quem venceu uma guerra.
Salto firme. Cintura ereta. Sorriso de quem limpou o chão com a autoestima alheia.
Mas antes que alcance o salão principal…
Uma voz a para.
Baixa. Precisa. Intoxicante.
— Impressionante… — diz, como se comentasse o pôr do sol.
Ela vira.
Devagar.
Não por medo.
Por saber que aquele tipo de voz nunca vem à toa.
Ele tá ali.
Armand Delacroix.
Terno azul meia-noite.
Gravata de seda.
Relógio que vale mais que um apartamento em Paris.
E um sorriso… que n