A porta da limusine se fecha com um clique surdo.
Vidro escurecido.
Perfume caro misturado com cheiro de couro e eletricidade no ar.
Dante Moreau.
Terno impecável, mão no joelho, olhar de dono.
O maxilar dele está mais travado do que deveria.
Valentina.
Vestido preto como pecado, fenda gritando liberdade, sem calcinha, sem sutiã, sem freios.
Ela cruza as pernas, lenta, sabendo que o tecido sobe mais do que deveria.
Ele observa.
Não sorri.
Só analisa.
Como predador que já decidiu que vai comer.