Mundo ficciónIniciar sesiónEl pequeño pueblo de River Hills recibirá una nueva habitante: Gabriel Blanchett. Una joven artista de 19 años que, en busca de escapar de su pasado y un secreto doloroso, dejó atrás todo lo que conocía para refugiarse en un lejano pueblo de West Virginia. Sin embargo, los secretos nunca permanecen ocultos para siempre y, de alguna manera, los suyos empiezan a aparecer de forma anónima en el periódico universitario, amenazando con revelar aquello que con tanto empeño estaba decidida a olvidar. Una nueva vida, con nuevas personas, un terrible misterio que resolver y sentimientos que descifrar, removerán aquello que por mucho tiempo Gabriel ha intentado ocultar y le harán saber que al final no todo está perdido.
Leer másClair Hale
Quando somos crianças temos a tendência de almejar muitas coisas, desde as mais simples como um doce, até mesmo as mais complicadas como amigos ou um pai presente.
Sempre fui muito tímida com pessoas desconhecidas e lutar contra isso sempre foi um grande impecílho pra mim conseguir fazer novas amizades. Talvez o fato de sempre ser vista com meu irmão Caleb e seu melhor amigo Leon desde sempre e não com alguma amiga - que eu não tenho - fez as pessoas nem se quer tentarem se aproximarem. Acho que era melhor pra eles me ignorarem, e infelizmente isso me deixa mais mal do que eu gostaria.
Caleb é meu irmão mais velho, temos uma diferença de um pouco mais de um ano somente, e bem, ele é o meu melhor amigo. Eu e Caleb fomos criados por uma empregada até ele completar doze anos de idade, e então nosso pai decidiu que tínhamos que nos virar sozinhos e demitiu a mulher que nos criou desde que eu nasci, Santana. Bobby, meu pai, não é muito presente em nossa vida, ele mal vem em casa depois do seu trabalho no escritório para nos ver, quando está em casa não conversa muito comigo e Caleb, e o odiamos por isso.
As vezes tudo o que nós gostaríamos de ter é um pai para nos amparar e ser nossa fortaleza... Mas pelo menos temos um ao outro. Eu e Caleb, somos a fortaleza um do outro.
No auge dos meus 15 anos, o que pra muitas meninas é uma idade de muitas expectativas e novas experiências, pra mim é somente mais um ano, mais um ano sem ela. As vezes me pergunto como seria as coisas se ela ainda estivesse aqui conosco, se ela me amaria e cuidaria de mim, se seria minha melhor amiga, se me daria concelhos sobre coisas de meninas que precisei aprender pela internet...
Leon é nosso vizinho desde que me lembro por gente, ele também é meu amigo, adoramos jogar umas partidas de vídeo game - eu sempre ganho dele - e isso é legal, mas eu não consigo conversar assuntos mais sérios e íntimos com ele, somente o essencial. Apesar de que teve uma época que ele tentava puxar muitos assuntos comigo, mas eu não dei muita atenção - não por falta de tentativas, eu só não consegui me abrir de verdade com ele, e pela péssima sensação que isso me causou eu afastei-me ainda mais dele -.
Após sair dos meus devaneios internos aproveito que estou sozinha em casa e vou para a cozinha procurar algo pra comer. Encontro um bilhete de Caleb em cima do balcão de mármore.
"Florzinha, sobrou comida de ontem, se você quiser esquentar deve estar na geladeira. Saí com o Leon e mais alguns amigos do colégio pra aproveitar o resto das férias, espero que não se incomode. Vou tentar não demorar muito, mas qualquer coisa ligue-me! Eu te amo, Caleb."
Um sorriso surge em meus lábios ao ver o bilhete e jogo-o na lixeira após ler. Esquento o meu almoço e escolho uma série para assistir enquanto aproveito sozinha os meus últimos dias de férias. Passo a tarde toda deitada no sofá da sala de estar vendo Teen Wolf, uma série que eu amo. Um barulho do lado de fora da casa me faz entrar em estado de alerta, mas relaxo assim que escuto a voz de Leon.
- Eu sei que eu sou o melhor. - A voz do garoto fica ainda mais próxima até que a porta da frente de casa se abre.
- Você roubou caramba, não foi justo. - Uma voz desconhecida resmunga em tom de indignação.
- É, você não sabe jogar Leon... - Outras vozes desconhecidas adentram minha casa e eu me sento no sofá curiosa para saber quem são. Olho pro pequeno corredor de entrada com o cenho franzido quando eles entram no meu campo de visão. Me deparo com três garotos desconhecidos.
- Oii florzinha. - Caleb diz empolgado ao me ver e pula no sofá me dando um beijo na bochecha. Reprimo os lábios para não rir quando percebo que os meninos desconhecidos ficaram calados diante da minha presença. Caleb também nota. - Ah gente, essa é minha irmã Clair. - Eu olho novamente pra trás e eles sorriem abertamente. Meu olhar se encontra com os olhos azuis brilhantes do menino moreno. Desvio o olhar me sentindo internamente envergonhada. - Esses são Gregory, Zac e Louis. - Meu irmão aponta para os meninos e eles acenam brevemente.
- Oie Clair! - Leon diz ao me ver e eu sorrio de canto.
- Oi Leon, oi gente. Bom, vou pro meu quarto maninho, fiquem a vontade meninos. - Digo me levantando do sofá e pego o controle remoto da televisão para sair da Netflix onde passava a série. Sem olhar pros meninos novamente que ja haviam voltado a falar do tal jogo deles eu saio da sala de estar em passos rápidos para o meu quarto fechando a porta em seguida.
Acabo voltando meus pensamentos no garoto de olhos azuis brilhantes, Louis... Um nome muito bonito, combina mesmo com o seu rosto delicado e os cabelos lisos e bagunçados castanhos escuro.
Um suspiro pesado sai dos meus lábios e balanço minha cabeça afastando esses pensamentos. Preciso encontrar algo para fazer dentro do meu quarto pelo restante do dia. Acabo optando por ir arrumar meu material escolar da escola nova. As aulas começam na segunda feira, e para a minha sorte esse ano irei estudar na mesma escola que o Caleb e Leon - imagino que dos três meninos novos lá na sala também -. Estou com um total de zero vontade de voltar a estudar, ainda mais em uma escola nova, mas tendo o meu irmão por perto tenho certeza que será melhor. Tenho que tentar me agarrar na expectativa de que eu talvez consiga fazer alguma amizade nessa nova escola.
[...]
A porta do meu quarto se abre de uma vez só e eu me viro assustada em direção ao barulho.
- Aí desculpa... achei que aqui fosse o banheiro... nossa, desculpa. - O menino dos olhos azuis diz meio atordoado com seu erro e as suas bochechas coradas levemente contrastando com sua pele pouco bronzeada.
- Sem problemas. É na próxima porta à direita. - Falo sorrindo de canto pela sua vergonha que o mesmo tenta esconder repetindo meu ato de sorrir de canto. Ele assente agradecido e sai do meu quarto fechando a porta devagar. Me permito soltar uma risada baixa pela sua pressa de ir ao banheiro e pela forma que suas bochechas coraram envergonhado.
Volto minha atenção á mesa de estudos do meu quarto e coloco o restante do material em minha mochila na cor preta. Olho á minha volta procurando algo a mais para fazer e noto a bagunça que está meu quarto, aproveito pra arrumar o local e deixar tudo organizado para o inicio de mais um ano letivo. Me deito na cama de casal depois de organizar tudo e fico olhando pro teto entediada, meus pensamentos se voltam mais uma vez pro garoto de olhos azuis que está ali na sala - e não estou falando do meu irmão- , surpreendo-me por estar pensando nele mais uma vez sem que sequer o conheço. Respiro fundo frustada e me levanto, decido fazer o que eu mais gosto na vida... escrever.
A maneira que encontrei de expressar meus sentimentos e colocar pra fora do meu coração tudo que não consigo dizer em voz alta e desabafar com outra pessoa é escrevendo. Escrever é como terapia pra mim, acalma meus pensamentos confusos, meu coração e me permite viver e criar um cenário no qual eu nunca vivi, e por esse motivo que meus rascunhos agora possuem a forma de livros. O fato de criar um personagem, um cenário, uma vida tão diferente da minha é muito legal e empolgante, se tornou meu hobby favorito. Já escrevi dois livros completos, e estou na metade do terceiro. Eu me expresso através das linhas que escrevo, consigo colocar minha essência verdadeira em cada capítulo e vida dos personagens... Me trás uma paz que muitas vezes não encontro em qualquer lugar.
Uma das coisas que tenho certeza sobre meu futuro incerto é que quero me tornar uma escritora famosa quando me formar no ensino médio, sei que darei o meu máximo para alcançar meu sonho. Penso em fazer alguma faculdade distinta também, mas é um caso a se pensar muito ainda nos próximos anos.
Fico concentrada em dar continuidade ao meu livro aproveitando a súbita inspiração que invadiu minha mente e depois de uns quarenta minutos, que pra mim se pareceram somente cinco minutos, eu sinto minha barriga pedir por alimento. Decido ir pra cozinha preparar algo pra mim comer, e ao passar pela sala vejo os meninos jogados no sofá e no chão da sala muito concentrados no vídeo game que sequer notaram minha presença.
- Er... vocês comeram alguma coisa? - Pergunto sem graça chamando atenção deles e sinto cinco pares de olhos em cima de mim me fazendo encolher minimamente envergonhada.
- Ainda não. Estava pensando em pedir pizza, você quer? - Caleb pergunta sem me olhar continuando sua partida.
- Quero. Quando chegar você me chama? - Ele assente antes de gritar com algum dos meninos para prestar atenção no jogo e eu volto pro meu quarto rindo baixinho do meu irmão e com uma banana na mão que peguei na cozinha, pois eu não sou boba de ficar fome até essa pizza que eles nem pediram ainda chegar.
Entro novamente me meu quarto sendo bem recebida pela organização do local e volto a me sentar na cadeira de minha mesa de estudos para continuar escrevendo meu livro.
- CLAIR!!! - Caleb berra da sala depois de uns minutos e eu quase caio da cadeira de susto. Me recupero irritada com ele e vou descalça até a sala de estar de cara fechada. Minha blusa larga preta bate no meio das minhas pernas nuas pelo short jeans.
- Mais que merda, o que foi? - Digo chamando a atenção dos meninos pra mim e eu cruzo os braços na altura do peito.
- Joga com a gente. - Leon diz dando seu melhor sorriso fazendo uma cara de cachorro perdido ignorando minha cara fechada. Mesmo não me sentindo confortável com todos os meninos aqui e ainda irritada com Cabel pelo susto que me deu acabo por fim concordando.
- Só se for pra mim ganhar. - Falo dando de ombros e me sento esparramada na poltrona vazia.
- Determinação, gostei. - O garoto de olhos verdes e cabelos volumosos cacheados na cor castanho escuro... Gregory, diz sorrindo e mostrando suas covinhas fofas.
- Alguém me dê um controle?- Peço e Caleb joga o seu controle pra mim e eu o pego no ar antes que bata em meu rosto.
- Vai Clair e Leon agora, quem ganhar joga com o próximo. - Meu irmão diz fala ajeitando os fios do seu cabelo loiro que insistem em cair em seus olhos e eu concordo.
A partida de futebol se inicia no vídeo game e eu consigo ganhar de Leon facilmente minutos depois. Ele quase nunca consegue ganhar de mim.
- Não sei porque você insiste em jogar comigo ainda Leãozinho. - Falo debochada e ele revira os olhos dramaticamente mas acaba rindo logo em seguida. - Próximo?
- Eu vou. - O garoto de olhos castanhos, cabelos curtos pretos e pequenos alargadores nas orelhas diz animado, acho que seu nome é Zac se não me engano, começamos a partida de futebol logo em seguida. Apesar dele ser bom e saber o que faz eu consegui ganhar dele também.
- Eu não estou acreditando nisso, Zac. Você sempre dizia que era o melhor jogador entre nós... Eu vou agora com você Clair. Vou tentar salvar a reputação desse grupo. - O cabeludo de olhos verdes diz indignado com os amigos que apenas riem do seu drama e eu dou de ombros sorrindo de canto. Mais uma partida se inicia e eu não retiro meu sorrio de canto escutando os palavrões que saia da boca do menino ao ver que estava perdendo. - Aí merda! Não é possível isso, você só ganha porque joga sempre esse jogo.
- Você perdeu Greg, aceite que dói menos. - Caleb zomba do amigo recebendo um tapa na cabeça.
- Quem será o próximo a se arriscar? - Pergunto segurando o riso pela briguinha boba deles.
- Louis! - Os meninos gritam indicando pra ele competir comigo e o menino de olhos azuis da de ombros indiferente ainda rindo dos amigos e pega o controle. Preciso ser sincera, essa partida demorou um pouquinho mais e foi mais dificil, quase empatamos várias vezes, mas eu consegui vencer dele também por fim. Essa é a vantagem de ser criada com somente meninos á sua volta
- Aí não. Como assim eu perdi?! - Ele fala em tom de indignação colocando o controle na mesa de centro.
- Minha irmã é a melhor! Mas agora eu vou com você Clair. - Caleb pega o controle que estava com Louis anteriormente e inicia a partida. Como nós já estamos acostumados a jogar um com o outro e sabemos nossas táticas, foi bem mais difícil ganhar dele. Mas no fim eu consegui pela quinta vez no dia com somente um ponto a mais que ele.
- Meus parabéns. - O cabeludo fala se rendendo e admitindo que eu sou realmente boa, e bate palmas frustado, os outros o acompanham rindo.
- Obrigada meus fãs. - Falo convencida rindo baixinho e deixo o controle na mesa de centro. - Já pediu a pizza Caleb?
- Já sim, deve estar quase chegando. - Ele fala e eu concordo. Ninguém mais teve coragem de jogar novamente então eles iniciaram uma conversa descontraída e animada. Fiquei encarando o teto por um tempo entediada até que notei que eles perguntavam algo pra mim.
- Hum? - Me viro confusa pra eles que estão sorrindo. Esses meninos são tão estranhos...
- Teto bonito não é?! - Louis fala zombando da minha situação e eu ignoro-o.
- Você vai estudar lá na nossa escola esse ano? - Zac pergunta e eu afirmo balançando a cabeça. - Legal. Vai pro primeiro ano né!?
- Sim.
- Está animada? - O cabeludo pergunta.
- Nem um pouco. - Falo sincera e eles riem. Caleb se levanta do chão e senta na mesma poltrona que eu, em cima de mim literalmente. - Ai Cal, você é pesado, ta me esmagando!
- Não tô não ridícula. - Ele se acomoda no meu colo e eu reviro os olhos. Que irmão chato e folgado eu tenho.
- Vocês se parecem muito. - Louis fala atraindo nossa atenção.
- Linda igual o irmão. - Caleb fala convencido e eu dou um leve tapa no seu braço. - Ai Clair!
- Você de boca fechada é mais bonito, seu escandaloso. - Falo em um tom leve de deboche e os meninos riem. A campainha de casa toca e o loiro pula do meu colo pra ir receber e pagar as pizzas que eles pediram e volta com três caixas grandes nas mãos. Ele abre as caixas em cima da mesa de centro de vidro da sala para a gente comer, acabo pegando um pedaço da pizza de frango com requeijão primeiro, e saboreio ela agradando minha barriga. Os meninos começam a conversar e eu mantenho meu foco em comer sem me importar em prestar atenção no que eles falavam, estava realmente com muita fome.
Seis meses despuésFaltan cinco minutos para que las puertas sean abiertas al público. Tengo las manos sudando y el corazón latiendo desenfrenado dentro de mi pecho. Es increible todo lo que mi vida ha cambiado en los últimos meses. Papá ha vuelto a vivir en Manhattan hace apenas un mes y medio; yo he decidido quedarme y hacer mi vida, al menos de momento, en River Hills; tuve que insistirle y prometerle que le llamaría a diario hasta que al final accedió. Él también tiene derecho a continuar con su vida.Cuando me llamó hace unas semanas para contarme que haría una presentación en Nueva York y quería que mis fotografías estuviesen exhibidas junto a sus cuadros, no podía creerlo. Al principio estuve algo renuente a participar, me asustaba pensar en la cantidad de personas que iban a juzgar mi trabajo, pero Derek insistió en que sería una gran experiencia. Como casi siempre, no se equivocó. Nuestra relación se ha hecho más fuerte con cada día que pasa, estos últimos meses han sido par
Despertamos a las cinco de la mañana y abordamos el avión rumbo al Eastern West Virginia Regional Airport a las seis y media para aterrizar en la ciudad de Martinsburg a las siete y cincuenta y ocho, desde ahí tomamos el auto de Luke que continuaba en el parqueadero —haciendo crecer una cuenta generosa de dinero—y partimos hasta River Hills. Todo la ciudad está invadida por el aire festivo que atestigua que se avecinan las fiestas, me sorprendo al darme cuenta que ni siquiera había pensado en eso; falta menos de un mes para navidad. El trayecto hasta la casa es corto y más silencioso de lo que esperaba y aunque creí que Luke iría directo a su casa, me sorprendo al ver que nos dirigimos todos hacia la mía. Antes que Luke puede parquear el vehículo, cuatro figuras aparecen corriendo desde la casa vecina sosteniendo un enorme cartel blanco con letras azules en que se lee: Bienvenida a Casa Gabriel. Y Nate, Malcom y Mei Leing llevando de la mano al pequeño Max nos reciben con sonrisas en
En menos de dos segundos tengo los brazos de Luke apretandome con fuerza sobre su pecho, la risa sale de mis labios y mis brazos corresponden de inmediato el abrazo. He extrañado a pelos en punta. Me separo de su cuerpo y le regalo la más amplia de mis sonrisas esperando ver la suya estampada en su rostro, pero en cambio una mirada de preocupación me da la bienvenida.—Lo lamento Gaby, de verdad lo lamento tanto, perdoname— mi ceño se frunce al escuchar a Luke y mi mirada viaja hasta Derek para entender qué pasa pero él está mirando con aprensión a Luke.—No entiendo, Luke ¿ por qué te disculpas?Los ojos de Luke rehuyen de los míos y sus manos viajan a su cabello tirando y revolviendolo con ansiedad. Derek llega a su lado y pone una mano sobre su hombro, murmura algo en su oído que no consigo escuchar y entonces tengo de nuevo la atención de Luke puesta en mí; él toma una gran bocanada de aire y aprieta sus ojos antes de hablar.—Deje que te llevara, estabas conmigo y no pude impedir
Despertar hace dos días en el hospital luego de todo lo sucedido ha sido como despertar de una pesadilla; los monstruos que me acechaban ya no están a la vista, pero la sensación de pánico e incertidumbre perdura en mi mente y en mi piel durante un tiempo; en especial luego que mi padre me explique cómo fue que llegó hasta Jenkins, la ayuda que recibió por parte de los chicos y del abuelo de Nate, quien me dijo fue el responsable de los hombres armados que vi en la cabaña y que ahora nos están ayudando con la versión oficial de la policía haciendo ver todo como un operativo legal de rescate. Además está el hecho del cadáver que hallaron dentro de un congelador en el sótano donde me tenían recluida.Para mi horror y sorpresa se trata del antiguo entrenador de la Academia, quien fue reportado como desaparecido hace casi seis meses.Tener que revivir todo lo ocurrido en aquel lugar, ver el dolor en el rostro de mi padre mientras me escuchaba, la ira en sus ojos cuando me curaban las herid
GabrielAl principio cuando vi a papá y a Derek aquí pensé que eran parte de mi imaginación, una alucinación causada por el golpe en mi cabeza y las ganas arrebatadores que siento de verlos, pero poco a poco voy siendo consciente de lo que está ocurriendo: han venido por mí. Incluso Luke está aquí y eso es todo lo que necesito para sacar la poca fuerza que me queda e intentar llegar hasta ellos. Steven ha sido herido, era el momento perfecto para correr y lo hice. Ver a mi madre corriendo hacia mi fue mucho más de lo que podría soportar, ella me había defendido, sin importar lo que haya dicho antes, ella se paró enfrente de Jenkins y me defendió. Eso hizo que mi corazón se hinchara de un sentimiento que hace tiempo no albergaba con ella: esperanza. Tal vez con el tiempo las cosas entre nosotras puedan mejorar, podamos llegar a ser madre e hija. Sus manos rodean mi cuerpo con fuerza antes que papá pueda llegar a mi, siento que estoy temblando, me siento mareada y cuando ella se sepa
DEREKLuke intenta hablar con ella pero solo consigue ponerla más nerviosa, casi histérica. Reemplazo a mi amigo arrodillándose enfrente de la mujer y como muchas veces he hecho con mi madre, le empiezo a hablar en el tono más tranquilo que tengo, como si los gritos y disparos de fondo no fuesen más que el sonido de la televisión. Ella enfoca su mirada en la mía por un segundo y aprovecho eso para reforzar mis palabras.— No vamos a lastimarla, queremos ayudar a Gabriel— Los ojos de la mujer, azules y pequeños tan distintos a los de Gabe, me miran con confusión— ¿Usted quería llegar a donde ella, verdad?Señalo con mi mano el pasillo por donde Gabe se encuentra; Leonor sigue con sus ojos el movimiento, por un segundo creo que ella no puede entender nada de lo que le digo, pero entonces muy lentamente asiente, separa sus labios y una sola palabra sale de ellos: hijaLuke deja salir un suspiro y se inclina para ayudarme a colocar a Leonor en pie, tenemos que sacar a ambas de aquí. Empez





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