Eu estava ali na penitenciária, diante da Mi-ran. Apenas a divisória de vidro nos separava. O telefone chiou por um segundo antes que ela o atendesse com um sorriso estranho no rosto — aquele tipo de sorriso que esconde desprezo e cinismo em partes iguais.
— Eu acho que conheço você — disse ela, inclinando-se um pouco para frente.
— Sou o marido da mulher que você acusou falsamente.
— Soo-ah? Marido de Soo-ah... — Ela repetiu o nome com uma lentidão quase zombeteira, depois sorriu. — Mas eu não