Mundo ficciónIniciar sesiónHeloísa está no limite. Com dívidas acumulando e o desespero batendo à porta, ela vê na vaga de babá para uma influente família a sua única chance de salvação. Após superar uma seleção rigorosa, a vitória merece ser celebrada. O que ela não esperava era que, em uma noite regada a álcool e encorajada por uma amiga, ela terminaria nos braços de um desconhecido de beleza magnética. Para Heloísa, aquela seria apenas uma noite de libertação para esquecer as dores do passado. Por isso, ao amanhecer, ela foge sem deixar rastros. No entanto, o destino gosta de pregar peças. Ao chegar para o seu primeiro dia no novo emprego, o choque é imediato: o homem com quem dividiu lençóis e segredos é Luiz Fernando, seu novo patrão. Mas o homem sedutor da noite anterior desapareceu. Em seu lugar, está um bilionário de olhar gélido, prepotente e de personalidade difícil. Agora, Heloísa está diante de um dilema impossível: Dividida entre a necessidade do salário e a dificuldade de lidar com a personalidade difícil de Luiz Fernando, Heloísa encontra um único motivo para ficar: a filha dele. A pequena já conquistou seu coração, criando um laço inquebrável que a impede de simplesmente ir embora. Ela tinha duas opções - Abandonar o emprego que tanto precisa ou enfrentar o fogo que ainda queima entre ela e o homem que, agora, dita as regras de sua vida profissional? Entre o dever e o desejo, o que falará mais alto?
Leer másHELOÍSA
As mãos do meu patrão passavam ávidas pelo meu corpo , enquanto joguei para longe minha camiseta folgada que usava para dormir. Abri o fecho frontal do meu sutiã e deslizei a calcinha entre as pernas . Seus olhos escuros encararam com desejo meus seios fartos – e olha que já cheguei a considerar tirar a metade – mas a forma que ele os encarava fez com que eu mudasse de ideia.
Quando senti sua boca os envolvendo de modo faminto, arrepio percorreu minha pele.
Um gemido estrangulado e sôfrego escapou de dentro da minha boca , uma vez em que Luíz Fernando me deu uma encarada dura .
-Geme baixo – ordenou com sua voz grave e severa, dando uma ênfase de macho malvado, com as sobrancelhas cheias que o deixavam ainda mais sexy.
Sua personalidade forte e mandona era o contraste perfeito para me deixar em polvorosa.
A pele morena bronzeada adicionados ao cabelo farto negro, deixava qualquer mulher fora de si.
O homem o que tinha de lindo, já era o próprio iceberg em pessoa.
Mas na hora H , se tornava um furacão.
Assenti mordendo meu lábio inferior , desesperada para ele continuar com seu ataque aos meus seios , enquanto sua outra mão massageava um deles , a medida em que sua boca voltava-se para o outro gulosamente.
Meus dedos deslizaram pelo emaranhado de seus cabelos sedosos
Suas mãos fortes e dominantes contra mim , seu corpo viril pressionado contra o meu me enlouquecia.
Me sentia dominada , completamente rendida a ele.
Então nos virou no sofá , me deixando sentada em seu lugar me deixando confusa com a mudança brusca.
Afrouxou a gravata e então me encarando nos olhos se colocou de joelhos diante de mim .
Essa definitivamente foi a cena mais sexy que já vi na vida.
Luíz Fernando levou dois dedos até minha abertura molhada , empurrando-os para dentro enquanto eu me segurei para gemer baixo. Seus olhos negros como a noite me observavam cheios de tesão com a boca semiaberta , sua expressão forte e voraz era a visão do paraíso.
Ele continuou me penetrando com seus dedos massageando meu ponto intumescido ao mesmo tempo.
Se aproximou me chupando forte e com vontade , arrancando uma onda de suspiros que atravessavam a minha boca , me fazendo contorcer.
Não suportei tamanha pressão, que até mesmo Luíz Fernando teve que me tapar a boca para que meus gemidos não fossem ouvidos por toda a casa quando alcancei o clímax.
Ele retirou um preservativo de dentro do bolso da sua calça , rasgando-o com os dentes , envolvendo em torno do seu membro enquanto me encarava como se eu fosse sua presa .
Num golpe rápido , já estava dentro de mim, e a cada estocada furiosa sua pegada se tornava mais forte.
Ele era insaciável e incansável.
-Gosta disso , não é safada? - sua voz rasgada e imponente tirou minha sanidade
-Não para! por favor ...- choraminguei totalmente preenchida por ele.
O som dos nossos corpos sincronizados, enquanto Luíz Fernando entrava e saia me deixava louca, conforme seu membro se afundava cada vez mais, me levando ao meu limite; combinado com seu toque em meu ponto rígido, foi o estopim para que eu fosse catapultada para outra dimensão, uma vez em que puxei sua gravata inclinando seu corpo para beijar sua boca gostosa.
Entretanto tão logo se afastou ofegante, encarando nossos sexos unidos , Luíz Fernando foi aumentando sua frequência. E quando já não pôde suportar ,seu orgasmo o rasgou, uma vez em que ele soltava um grunhido rouco explodindo feito um animal selvagem em meu interior.
-Lêda!
Paralisei , ficando em choque após ter escutado ele gritar o nome de uma mulher enquanto transava comigo.
Quando ele se afastou se dando conta do que havia feito , o choque o atingiu de imediato.
-Heloísa...eu
Me coloquei de pé imediatamente , me sentindo magoada .
Ele estava fazendo sexo comigo mas pensando em outra mulher.
Eu só era apenas , um buraco onde ele havia se enfiado? .
Como eu fui uma idiota!
Estava me usando para esquecer outra.
A raiva e a mágoa me atingiram impiedosas.
-Quem é Lêda? - perguntei engolindo em seco , abraçando meu corpo numa tentativa de me proteger dele de alguma maneira.
Luíz Fernando ergueu o olhar lentamente , antes confuso , agora se transformando em algo gélido e frio.
Aguardei que dissesse alguma coisa ou que pelo menos me desse uma explicação, mas como ele não disse mais nada . Catei minhas roupas , deslizando o camisetão por meu corpo e mais do que depressa corri para bem longe dele , não iria lhe dar o gosto de ver as lágrimas deslizando por meu rosto.
Mas sabia que esse nome iria me atormentar por um longo tempo.
HELOÍSAAchei que fosse dizer mais alguma coisa venenosa, dessas que parecem suaves por fora e rasgam por dentro. Mas, Lêda estava me observando em silêncio.Ela me analisava como quem estuda uma peça antes de decidir onde encaixá-la.Então, para minha surpresa absoluta, ela suspirou levemente.— Você tem razão — disse, com calma. — Eu deveria ter avisado.Eu pisquei, sem saber se tinha ouvido direito.Ela… estava se desculpando?Por dentro, fiquei chocada. Não esperava aquilo. Não daquela mulher, muito menos depois do tom que tinha usado segundos antes.— Não foi minha intenção prejudicar seu trabalho — continuou, com uma serenidade quase irritante. — Eu ainda estou me adaptando a… tudo isso.Eu permaneci em silêncio por alguns segundos, tentando decidir se aquilo era genuíno ou apenas estratégia para me levar no papo.— Está tudo bem — respondi, mantendo o tom neutro. — Só precisamos alinhar as coisas.Ela assentiu devagar.— Inclusive… — fez uma pausa breve, como se estivesse calcu
HELOÍSAEu sempre gostei de buscar Kitana na escola.Era um ritual simples, mas que, para mim, tinha um significado enorme. O portão azul-claro, as paredes decoradas com desenhos infantis, o cheiro de tinta guache misturado com lanche da tarde, as mães e babás espalhadas pela calçada esperando seus pequenos saírem em disparada… Era naquele momento que eu me sentia, de alguma forma, pertencente.Naquele dia, no entanto, algo estava diferente.Assim que André estacionou o carro em frente ao colégio e desci, ajeitando a bolsa no ombro, senti uma pontada estranha no peito. Não sei explicar. Talvez fosse apenas o acúmulo de tensão dos últimos dias ou intuição.O portão estava aberto, as crianças já começavam a sair em fila, algumas correndo, outras segurando as mochilas quase maiores que o próprio corpo. Procurei pelo cabelo castanho-escuro de Kitana entre os pequenos e meu coração quase saiu pela boca quando a vi.Ela não vinha sozinha.Estava de mãos dadas com Lêda.Por um segundo, achei
HELOÍSA******Sim , o amava.Com uma intensidade que me assustava; até porque não me recordava de já ter amado alguém assim em algum momento da minha vida.E era exatamente isso que tornava tudo tão frágil e me colocava em uma posição de recuar , somente por ter medo de fracassar. Já tive tantas desilusões em relacionamentos amorosos que o posicionamento mais coerente seria me preservar ; mas agora eu não queria fugir e deixar nada disso para trás , eu só queria pular de cabeça no meio desse vendaval e fosse lá o que Deus quisesse.O sonho tinha sido cruel porque tocou no meu maior medo.Ser deixada para trás.Não por falta de amor, mas por circunstâncias que envolviam laços antigos e obrigações. Porém por uma história que existia antes de mim.Eu sabia que Lêda tinha direitos e que nada eu poderia fazer quanto a isso. Sabia que era mãe de Kitana e tinha poder sobre ela se assim quisesse.E que Luiz Fernando e ela tinham tido uma história turbulenta que os deixaram marcados para semp
HELOÍSALuiz Fernando chegou no meu quarto quando a casa já estava mergulhada no silêncio da madrugada.Eu não ouvi o carro chegando. E muito menos escutei a porta sendo aberta, já que me encontrava entre acordada e sonolenta . Só senti o colchão afundar ao meu lado e o calor do corpo dele se aproximando do meu. A pele dele ainda trazia o cheiro leve de álcool misturado ao perfume que eu conhecia tão bem. Nada exagerado ou que me alarmasse.Ele não estava alterado.Estava cansado, era puramente compreensível se dado ao dia de cão que tivemos e principalmente ele.E isso, de alguma forma, me doeu mais do que eu poderia imaginar.Nós nos beijamos sem pressa, como se precisássemos confirmar que ainda estávamos ali um para o outro. O beijo começou com cuidado, quase contido, mas foi ganhando intensidade conforme nossas mãos se reconheciam. Não era só desejo. Era necessidade e reafirmação de uma conexão e um vínculo que criamos.Era quase como se disséssemos, em silêncio: eu ainda escolho
LUIZ FERNANDO— Com a babá? - ela estava estupefata , de corpo inclinado em minha direção e tudo.— Exatamente . Mas não fala assim — rebati automaticamente.- Ela tem um nome.Ela ergueu as mãos se defendendo do meu olhar torto em cima dela.— Desculpa. Com Heloísa.Eu passei a mão pelos cabelos.Meus irmãos não julgavam por eu ter escolhido uma mulher que não fosse do nosso meio social , eles sabiam que eu não dava a miníma para essa balela. Entretanto o fato de eu ter colocado os olhos em uma babá da minha filha quando isso nunca aconteceu , os deixaram realmente surpreendidos.— Não é algo superficial. E muito menos impulsionado para satisfazer os meus caprichos . Ela… simplesmente aconteceu.Conrado observava em silêncio.— E Lêda já sabe que vocês dois estão juntos?— Descobriu hoje. Com certeza Sabrina deve ter lhe passado todas as informações cabíveis.Olivia soltou um “ah” fazendo uma careta— Então é isso que está te deixando assim. - gesticulou com a taça de vinho— Parte d
LUIZ FERNANDOEu nunca imaginei que me sentiria um estranho dentro da minha própria casa.Mas foi exatamente isso que aconteceu.Depois que Lêda saiu, e que subi ao quarto de Kitana, e ter que garantir que minha filha estava bem… algo começou a apertar dentro de mim. Como se as paredes da mansão estivessem se fechando lentamente ao meu redor. Como se cada corredor guardasse um eco do passado que eu tinha enterrado com as próprias mãos.Enterrado.Eu literalmente a enterrei.Ainda que não houvesse corpo.Eu fiz um velório. Recebi condolências. Assinei papéis. Remói sua morte por anos em uma mistura de dor , agonia, ódio , mágoa e perda.Baseado por essas emoções turbulentas dentro do meu peito , dei ordens a Matilde para que se desfizesse de absolutamente tudo o que tinha dentro do quarto que era de Lêda , o qual eu o mantinha intacto quando queria me trancar por lá e descontar a minha fúria por não tê-la presente fisicamente para jogar em cima dela todo o meu rancor.Bizarramente ago
Último capítulo