Eu estava dirigindo com as mãos trêmulas, como se o volante fosse escapar dos meus dedos a qualquer momento. A pasta com os documentos e o pen drive estava no banco do passageiro, como se fosse uma bomba-relógio prestes a explodir — ou talvez, a única coisa capaz de impedir que a vida da mulher que eu amava fosse destruída de vez.
A cidade passava borrada pelo vidro do carro, luzes e sombras se alternando como num filme ruim. Meu coração estava acelerado, e mesmo com o ar-condicionado ligado, e