A sala de visitas da penitenciária parecia ainda mais fria naquela tarde. Havia um silêncio estranho entre os ruídos de passos e vozes abafadas ao fundo. Quando Eun-woo entrou, eu percebi logo que havia algo diferente. Seu olhar estava baixo, seus ombros pesados. Ele parecia mais velho, mais cansado. Mais desesperado.
Sentei-me e esperei que ele dissesse algo. Mas ele só olhava para mim, como se estivesse buscando forças em cada traço do meu rosto.
— O que foi? — perguntei, o coração já apertan