Foi no meio da noite que a minha filha começou a chorar, e não era um choro comum. Tinha um tom desesperado, insistente, que apertava o coração. Corri até o quarto onde ela dormia e a encontrei vermelha, inquieta, os olhos lacrimejando. Quando encostei minha mão em sua testa, o calor era assustador.
— Ela está ardendo em febre! — Falei, a voz falhando, tremendo.
Minha sogra apareceu quase no mesmo instante. Meus irmãos acordaram, e enquanto ela ia pegar o termômetro e o remédio, eu a despia com