A estrada parecia mais longa do que o normal. Cada curva parecia um obstáculo, cada farol um atraso desnecessário. No banco de trás, a netinha dormia — ou desmaiava, ela já não sabia dizer. Seu corpinho estava quente como brasa, a testa ardendo mesmo com o ar-condicionado ligado no máximo.
Ela apertou o volante com força, como se aquilo fosse o suficiente para acelerar o tempo.
— Aguenta só mais um pouquinho, meu amor… a vovó está aqui — sussurrou, com os olhos cheios de lágrimas.
Ela conhecia a