Mundo ficciónIniciar sesiónSe você é fã do clássico clichê de romance entre chefe e funcionária, prepare-se para ser completamente arrebatada. Imagine três amigas inseparáveis que, por ironia do destino (ou pura audácia), acabam trabalhando para os três homens mais influentes e cobiçados de toda a Itália. O que deveria ser estritamente profissional logo se transforma em um jogo arriscado de sedução, poder e sentimentos impossíveis de controlar. *Chefe Disfarçado: Henry e Zoe Henry Salvattore governa uma potência corporativa, mas é nos corredores, disfarçado de faxineiro, que ele encontra a verdade. É lá que ele conhece Zoe Garcia, uma copeira brasileira que enfrenta o preconceito diário para realizar seus sonhos. *Amor Blindado: Enzo e Antonella Nada destrói aquilo que foi feito para durar. A influência, e as tradições da família Mancini podem até erguer tempestades, mas o laço entre Enzo e Antonella foi moldado no fogo da paixão. *Namoro Falso que virou Amor: Nicola e Juliana O que começou como um plano frio, cheio de regras e cláusulas para Nicola Moretti enganar sua família, acabou se tornando o pesadelo de qualquer plano racional: sentimentos de verdade apareceram. Entre Nicola e Juliana, a linha que separava o acordo da realidade simplesmente desapareceu.
Leer másApós onze anos nos Estados Unidos, Henry Salvattore estava de volta à Itália para assumir os negócios da família. Seu avô, Lorenzo Salvattore, enfrentava problemas de saúde e já não podia liderar a presidência da empresa. Para retornar, Henry impusera apenas uma condição: total discrição. Não queria a imprensa à sua porta, tampouco especulações de tabloides e revistas sobre sua vida pessoal ou a transição na companhia.
O RETORNO Ao desembarcar no aeroporto de Milão, Matteo, o motorista particular do avô, já o aguardava. — Boa noite, Senhor Salvattore. Fez uma boa viagem? Perguntou o motorista, solícito. — Sim, Matteo. Apenas um pouco cansado pela jornada. Vamos, estou ansioso para rever meu avô. Henry respondeu, deixando transparecer o cansaço no olhar. — Claro, senhor. Seu Lorenzo está bastante ansioso por sua chegada. Acomodaram-se no carro e deixaram o aeroporto rumo ao nobre bairro de Porta Romana, famoso por suas avenidas arborizadas e imponentes mansões. Ao chegar, Henry foi calorosamente recepcionado por Ludovica, a governanta, uma senhora alta e magra que servia à família há anos. — Seja bem-vindo, Sr. Henry! Seu avô o aguarda na sala de estar. Henry agradeceu com um aceno e caminhou até o cômodo. Ao ver Lorenzo sentado em uma cadeira de rodas, seu coração apertou. Não imaginava que o estado de saúde do avô estivesse tão debilitado. Esforçou-se para engolir a tristeza, ajustou a postura e anunciou suavemente: — Boa noite, vovô. Estou de volta. O idoso girou a cadeira de rodas imediatamente. Um sorriso radiante iluminou seu rosto cansado enquanto exclamava: — Mio nipote, mio figlio è tornato, che gioia! Henry não conteve as lágrimas. Curvou-se e envolveu o avô em um abraço demorado. Lorenzo transbordava orgulho ao reencontrar o neto. Após o jantar, o idoso recolheu-se cedo para descansar, conforme as recomendações médicas. Henry fez o mesmo, vencido pelo jet lag. No dia seguinte, seu compromisso prioritário seria assumir a liderança da empresa, cujas obrigações presidenciais vinham sendo negligenciadas devido à ausência de Lorenzo. Na manhã seguinte, Henry acordou disposto. Ainda era cedo, mas fazia questão de tomar o café da manhã com o avô antes de partir. Lorenzo já estava à mesa, degustando uma xícara de chá, quando o neto se aproximou. — Bom dia, Henry! Pensei que dormiria até mais tarde. Já que está de pé, junte-se a mim. — Bom dia, vovô! Sorriu Henry. — Quero ir logo cedo à empresa. Lorenzo expressou surpresa e satisfação ao perceber a proatividade do jovem executivo. — Fico feliz com seu retorno, meu filho. Estava preocupado com o futuro dos negócios; há meses não tenho condições de conduzir reuniões ou viajar a trabalho. Henry encarou o avô com firmeza e tranquilidade: — Fique em paz, vovô. A partir de hoje, eu me encarrego de tudo. Já contatei a Srta. Fiorella Donato e pedi que convocasse uma reunião de emergência com os diretores e acionistas para hoje. Lorenzo assentiu, satisfeito: — Perfeito. Na empresa, todos já foram instruídos a manter sigilo. Sua imagem não será divulgada, nem mesmo aos funcionários. Por enquanto, você ainda é um mistério para a maioria. — Agradeço a precaução. Prefiro que conheçam Henry Salvattore no momento oportuno. Despediu-se com gentileza e seguiu para o coração financeiro de Milão. Pouco tempo depois, seu carro se aproximava do Distrito Empresarial de Porta Nuova, onde o imponente arranha-céu da família se destacava na paisagem urbana. Meia hora depois, o clima na sala de reuniões da Ala A era de uma expectativa silenciosa e quase tátil. A iluminação embutida refletia no tampo de vidro da imensa mesa oval, onde os principais executivos da Salvattore Technologies aguardavam o momento que definiria o futuro da companhia. Henry adentrou o recinto com a postura natural de quem carrega o peso de um legado, mas domina o ambiente. Com um aceno firme, quebrou o silêncio: — Bom dia a todos. Agradeço a pontualidade. Por favor, acomodem-se. O rastro suave das cadeiras de couro se ajustando foi o único ruído antes de Fiorella Donato, a secretária executiva, intervir com sua eficiência habitual. Em movimentos precisos, distribuiu pastas pretas gravadas com o selo dourado da empresa. Cada dossiê continha o relatório detalhado de rendimentos e perdas dos últimos seis meses. Ao longo do encontro, a competência e a autoridade do novo CEO ficaram evidentes para todos os presentes. No encerramento do expediente, Fiorella aproximou-se para informar que entraria em licença de duas semanas a partir do dia seguinte, sua lua de mel, há tempos postergada. Henry compreendeu perfeitamente a situação, ciente de que, diante da ausência temporária da secretária, precisaria contratar o quanto antes um assistente pessoal de sua extrema confiança.O jantar deles seguiu entre risadas e pratos deliciosos. Já na outra mesa... a comida de Nicola passou a ter gosto de papelão. Ele engoliu os últimos pedaços quase engasgando e praticamente arrastou Caterina para fora.Ao passar pela mesa de Juliana, Nicola colocou o queixo para cima, estufou o peito e olhou fixamente para a parede oposta, fingindo uma indiferença tão exagerada que beirava o ridículo. Juliana só faltou dar uma gargalhada enquanto saboreava sua sobremesa. Ela não estragaria uma musse de chocolate perfeita por causa de um falso ex-namorado frustrado.---Depois de deixar Caterina em sua cobertura e inventar uma desculpa esfarrapada para não subir, Nicola pilotou feito um louco até a Mansão Moretti. Entrou na casa como um furacão e encontrou seu pai, Dante, e o primo, Valério, conversando calmamente na sala.— Boa noite, filho! Saudou Dante, surpreso. — Que milagre é esse? Aconteceu alguma coisa?Nicola parou no meio da sala, bufando.— Não aconteceu nada, pai. Só esto
Era noite de sábado e o ambiente no elegantíssimo restaurante Le Bistro Très Chic emanava pura sofisticação, do tipo que cobra vinte euros por uma folha de manjericão e uma gota de azeite. Sentados a uma mesa de canto, Nicola e Caterina protagonizavam uma cena digna de novela mexicana, embora apenas um deles estivesse entusiasmado.Caterina, reluzindo mais que o lustre de cristal sobre suas cabeças, falava com a empolgação de uma locutora de rádio em ritmo acelerado:— Amor! Ontem, mamãe e eu passamos horas olhando vestidos de noiva. O casamento é daqui a menos de um mês, então não dá para esperar. Eu já decidi: meu vestido virá exclusivamente de Paris. Feito sob medida por um estilista francês cujo nome é reconhecido mundialmente. Quero a nata da alta costura, querido. Se não for para deslumbrar, eu nem subo ao altar!Na outra ponta da mesa, Nicola parecia ter sido atingido por uma anestesia geral de tédio. Cada palavra sobre o casamento parecia um pontapé no seu estômago. Ele cutuca
Donato ajustou a postura na sua poltrona de couro importado, encarando o neto com aquele olhar de quem já viveu dois séculos e perdeu a paciência em todos eles.— Não vamos destratar a Caterina, Nicola, relaxe. Não sou nenhum monstro... ainda. Mas essa mulher não pisa um único salto alto na mansão Moretti até essa criança nascer! Depois que o bebê sair, a gente conversa. Faço isso exclusivamente pelo meu bisneto, que coitado, não tem culpa de ter uma mãe como ela. Leve ela para o seu apartamento, leve para aquela sua mansão cafonérrima que eu sei muito bem que você construiu pra ela e não pra Gina. Não tente enganar um velho que já viu de tudo nessa vida!Nicola piscou, engolindo a seco enquanto tentava manter a pouca dignidade que lhe restava.— Tudo bem, vovô...— E tem mais!Interrompeu Donato, levantando um dedo acusador. — Eu não ponho os meus pés nesse casamento nem se me pagarem em barras de ouro.— Mas vovô! Nicola quase deu um pulo de tamanho desespero. — Se a família Mo
Juliana ajeitou uma mecha de cabelo e forçou um sorriso para conter a ansiedade da amiga.— Isa, você está vendo coisas onde não existe nada.Sussurrou Juliana, com a voz grave tentando encobrir a agitação no peito. — Vamos voltar. O pessoal já deve estar preocupado com a nossa demora.Retornando à mesa, Juliana sentiu o peso de um olhar bonito. Não era boba. Havia semanas que percebia a intensidade silenciosa com que Alessio a observava, uma atenção morna, quase cuidadosa, que ameaçava desarmá-la. Contudo, o término recente do falso namoro com Nicola Moretti ainda deixava cicatrizes abertas. O coração magoado exigia prudência; por isso, engoliu em seco e deixou que a música abafasse suas próprias incertezas.---Na semana seguinte, o ambiente opulento da mansão Mancini ganhou contornos de gala para o noivado de Valerio e Vittória. Sob a luz dos lustres de cristal, as famílias Moretti e Salvattore celebravam o compromisso. Quando Valerio deslizou um solitário de diamante perfeito pel





Último capítulo