Mundo de ficçãoIniciar sessãoNa Itália, Henry Salvattore governa uma potência corporativa, mas é nos corredores, disfarçado de faxineiro, que ele encontra a verdade. É lá que ele conhece Zoe Garcia, uma copeira brasileira que enfrenta o preconceito diário para realizar seus sonhos. Entre o caos de um primeiro encontro desastroso e a doçura de uma convivência improvável, Henry se encanta por Zoe. Ele precisa de um recomeço para o coração; ela, de uma oportunidade real. Mas em uma sociedade que julga pelas aparências, o amor entre o patrão infiltrado e a imigrante enfrentará obstáculos que nenhum dinheiro pode remover.
Ler maisHENRY SALVATTORE
Após onze anos vivendo nos Estados Unidos, Henry estava de volta à Itália, para assumir os negócios da família. Seu avô Lorenzo estava doente e não poderia mais ficar encarregado em assumir a presidência da empresa. Para voltar à Itália, ele fez uma exigência a seu avô, não queria a mídia na porta buscando entrevistas para revistas e tabloides. Henry queria plena descrição sobre sua volta, principalmente com assuntos relacionados a empresa e sua vida pessoal. A VOLTA DE HENRY Chegando no aeroporto, Matteo o motorista particular do seu avô, já o aguardava: — “Boa noite senhor Salvattore, fez boa viagem”? Perguntou Matteo. —“Sim, só estou cansado pela viagem, vamos, quero muito rever o meu avô!" Henry falou com um olhar cansado. —“Vamos senhor, seu Lorenzo está ansioso pela sua chegada”. Logo entraram no carro e saíram do aeroporto. A luxuosa mansão dos Salvattores ficava localizada no luxuoso bairro de Porta Romana, com maravilhosas avenidas e elegantes mansões. Henry foi recebido calorosamente por Ludovica, a governanta, uma senhora alta e magra. —“Seja bem vindo Sr. Henry, seu avô está na sala lhe aguardando." Henry agradeceu e foi em direção a sala. Ao ver seu avô sentado numa cadeira de rodas, seu rosto afundou, ele não pensou que a saúde de Lorenzo estava tão debilitada, ele se esforçou para não demonstrar tristeza e disse: —“Boa noite vovô, estou de volta!" Seu avô virou instantaneamente a cadeira de rodas com um vasto sorriso no rosto e exclamou em italiano: —“Mio nipote, mio figlio è tornato, che gioia!" Henry não conteve as lágrimas e se curvou abraçando o avô. O Sr. Lorenzo estava orgulhoso em rever seu neto. Após o jantar, Lorenzo se recolheu, pois sabia que não deveria ficar acordado até tarde pela sua saúde debilitada, e Henry fez o mesmo, pois estava cansado da viagem. No dia seguinte, Henry deveria fazer uma visita à empresa, pois seu avô tinha deixado de comparecer a compromissos da presidência a algum tempo por conta da doença. ☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕ No outro dia, Henry acordou disposto, ainda era cedo, ele queria tomar café com o avô antes de sair para a empresa. Seu avô já estava sentado a mesa tamando uma xícara de chá, quando o viu, deu um sorriso: —“Bom dia Henry, pensei que você só acordaria mais tarde, já que você está de pé, venha tomar café comigo." Henry sorriu. —“Bom dia vovô, depois do café vou a empresa." Lorenzo ficou surpreso ao ouvir que Henry iria logo cedo à empresa, a satisfação brilhando em seus olhos, com o interesse do neto em cuidar dos negócios da família. —“Fico feliz que você voltou, estava preocupado com a empresa, a meses não tive mais condições de participar das reuniões e fazer viagens de negócios”. Henry olhou para o avô e o tranquilizou: —“Vovô, a partir de hoje eu cuidarei de tudo! Já liguei na empresa e orientei a Srtª Fiorella Donato, que marcasse para hoje uma reunião com os acionistas e diretores. O sr. Lorenzo concordou e disse: —“Na empresa todos já estão orientados a não divulgar suas fotos por enquanto, nem mesmo aos funcionários, você ainda é um mistério para muitos”. —'Agradeço vovô, prefiro que no tempo certo todos conheçam Henry Salvattore." Ele pediu licença, e se retirou em direção à empresa, pouco tempo depois ele chegava na empresa que ficava localizada no Distrito Empresarial de Porta Nuova em Milão, o imponente edifício se destacava por ser o mais alto. ☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕☕ O clima na sala de reuniões da Ala A, era de uma expectativa silenciosa e quase tátil. A iluminação embutida refletia no tampo de vidro da imensa mesa oval, onde os principais nomes da Salvattore Technologies aguardavam o momento que definiria o futuro da companhia. Henry entrou no recinto com a postura de quem carrega o peso de um legado, mas mantém o equilíbrio. Com um aceno firme, ele quebrou o silêncio: — "Bom dia a todos. Agradeço a pontualidade. Por favor, acomodem-se." O som das cadeiras de couro se ajustando foi o único ruído antes de Fiorella Donato, a secretária executiva, entrar em ação com sua eficiência habitual. Com movimentos precisos, ela distribuiu as pastas pretas com o selo dourado da empresa. Cada conjunto continha o relatório detalhado dos rendimentos e perdas dos últimos seis meses. A competência do novo CEO era notável na reunião. No fim do expediente, Fiorella Donato, secretária executiva avisou que estaria entrando de recesso por duas semanas, seria sua lua de mel atrasada. Henry entendeu a questão. Ele sabia que logo teria que contratar um Assistente Pessoal de sua confiança.No último andar do edifício do Grupo Moretti, Nicola encerrava uma reunião com os diretores de departamento. Assim que a sala da presidência esvaziou, ele se ajeitou em sua mesa. Seus dedos deslizavam rapidamente pelo teclado enquanto gráficos e relatórios financeiros alternavam-se na tela.No entanto, sua mente estava longe dali, estava em Caterina. O plano do falso namoro com sua funcionária precisava dar certo; era o único caminho para que sua família finalmente aceitasse a mulher que ele realmente amava.O toque do telefone interrompeu seus pensamentos. Nicola estendeu a mão e atendeu.— Sr. Moretti, o Sr. Enzo Mancini está aqui.Anunciou a secretária.— Deixe-o entrar.Respondeu ele, de forma seca.Minutos depois, a porta da presidência se abriu. Um homem vestindo uma impecável camisa Armani entrou na sala com um sorriso provocativo.— Enfim consegui um horário na agenda do meu amigo ocupado! Exclamou Enzo, de forma dramática. Ele se aproximou da mesa e foi direto ao ponto: —
Os dias que se seguiram foram de uma paz quase increditável para Juliana. Depois da "surra" que levou, Caterina sumiu do mapa mais rápido do que estampa fora de estação. Sem dramas à vista, Nicola aproveitou o momento para lançar a bomba com a devida elegância: em exatos sete dias, Milão sediaria o desfile mais importante da alta costura europeia. Um evento em que cada metro quadrado contaria com a presença de investidores bilionários, sócios influentes, políticos influentes... digo, renomados, e a nata da sociedade. E o detalhe principal? Juliana iria ostentando o posto oficial de sua namorada. ✨Enquanto os jovens se preparavam para o glamour de Milão, na suntuosa mansão dos Moretti a pauta era outra: a vida alheia. Stella e Elizabetta recebiam a ilustre Ada Mancini para um ritual sagrado de chá da tarde com direito a porcelanas limoges que custavam o preço de um carro popular e croissants tão leves que pareciam flutuar.— Enfim conseguimos nos reunir como nos velhos tempos!Comemo
O som estridente dos saltos de Caterina ecoou pelos mármores importados do hall da mansão Visconti antes mesmo que ela surgisse na sala de estar. Quando cruzou o portal de jacarandá, sua presença era como uma tempestade. O cabelo, sempre impecavelmente alinhado, estava todo desalinhado; a maquiagem cara, borrada pelas lágrimas de puro ódio.No sofá de veludo, Stefano e Lucrécia compartilhavam uma taça de vinho. Ao erguerem os olhos e depararem-se com o estado da filha, o ar na sala pareceu congelar. Eles se entreolharam, um misto de espanto e pressentimento ruim cruzando suas feições aristocráticas.— Caterina, por Deus!Lucrécia levantou-se de imediato, a voz tingida de alarme. — O que aconteceu com você?Caterina parou no centro do tapete persa, os punhos cerrados e o peito arfando. A fúria tremia em suas cordas vocais:— Aquela... aquela empregadinha insolente! Ela me agrediu! Aquela mulher é uma completa louca, uma psicopata que deveria estar atrás das grades!Lucrécia levou a mã
O relógio marcava exatamente vinte horas quando os faróis do carro de Caterina iluminaram a portaria do condomínio onde Juliana morava. Assim que a autorização de entrada foi concedida, não demorou muito para que o som agudo e insistente da campainha ecoasse pela sala do apartamento.Ao abrir a porta, Juliana deu de cara com Caterina. Ela sustentava um sorriso carregado de puro sarcasmo nos lábios, mantendo uma postura ereta e provocadora.Juliana nem sequer abriu espaço total na passagem. Mantendo a voz firme e um tom glacial, deu a ordem:— Pode entrar, mas seja breve. Não tenho tempo a perder com conversas fiadas.Caterina soltou uma risada debochada e, ignorando a hesitação da anfitriã, passou por ela sem pedir licença. Caminhou com passos lentos e firmes até o centro do cômodo, jogando sua bolsa de grife sobre o sofá de couro com total desdém.— Serei brevíssima empregadinha.Respondeu Caterina, virando-se devagar. — Só vim até aqui para lhe deixar um aviso urgente.Juliana cruz





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