O carro preto estacionado na frente da pensão chegou exatamente às 19h30. Um motorista saiu, perguntou meu nome com um sorriso polido e abriu a porta do banco de trás. Sentei-me hesitante, sentindo minhas mãos suarem no vestido simples que vestia. O caminho parecia longo, ou talvez fosse minha ansiedade que esticava o tempo.
A casa dele — ou melhor, a mansão dele — era como aquelas que eu via nas novelas da TV, ou nas revistas de luxo que às vezes encontrava no lixo. Portões altos, jardins simé