Henrique agradeceu o café com um aceno e um meio sorriso cansado.
Elize hesitou por um segundo, como quem pondera se deve perguntar mais alguma coisa.
Mas Arthur tomou a frente de novo:
— Você pode ficar. Aliás… — ele puxou uma cadeira e fez sinal para ela sentar — acho que talvez você devesse.
Henrique o olhou de lado, desconfiado.
— Arthur…
— Ela tem o direito de saber, Henrique. Ou você vai continuar fingindo que o problema é só nosso?
Elize sentou devagar, o coração acelerado.