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“Se um dia essa carta chegar até você, Bento,
ou até você, Manu, ou a qualquer filho que o destino venha colocar em meu caminho,
eu quero que saibam disso:
eu escrevi essas palavras enquanto observava a vocês dormir.”
A casa azul estava silenciosa. A única luz acesa era a do pequeno abajur sobre a mesa da varanda. Rafael escrevia com muita calma, com a caneta antiga e favorita que herdou do avô, e com o coração mais aberto do que jamais ousou mostrar em voz alta.
“Durante muito tempo, eu ach