A casa estava em completo silêncio. O tipo de silêncio que carrega peso. Após os últimos dias intensos, de descobertas, promessas, cicatrizes emocionais e reencontros, eu precisava de um tempo para respirar. Mas Baran, como sempre, sabia exatamente quando a minha respiração estava irregular.
Ele entrou devagar no quarto, os olhos cravados nos meus. Eu estava sentada na beira da cama, de costas para a porta, apenas com uma camisa dele — larga, quase cobrindo minhas coxas. Ainda sentia os efeitos