O céu estava carregado de nuvens escuras quando atravessei a cidade em direção ao bairro antigo. As ruas estavam quase desertas, com a umidade do ar criando um peso invisível sobre meus ombros. A mensagem de Baran ainda brilhava na tela do celular, e meu coração batia tão rápido que parecia que iria saltar do peito.
“Se algo acontecer comigo, corra. Te amo. B.”
Aquele “Te amo” não me trazia consolo. Trazia desespero. Baran não era o tipo de homem que dizia algo assim à toa, muito menos por mens