Acordamos entrelaçados no chão do quarto, os lençóis jogados sobre nós de maneira desleixada. A luz do sol entrava pela janela com timidez, como se soubesse que não era bem-vinda. Meu corpo doía de novo – mas dessa vez, mais fundo, como se a alma também tivesse sido usada, e não apenas a pele.
Mehmet ainda dormia. Seu rosto estava relaxado, quase inocente, como se o mundo lá fora não estivesse em chamas. Como se ele não fosse o homem mais temido de Istambul. O homem por quem eu havia me apaixon