Aquela manhã tinha gosto de café forte e silêncio. Mehmet estava mais calado que o normal, seus olhos atentos aos movimentos ao redor como se sentisse que algo estava prestes a acontecer. Ele tinha essa sensibilidade aguçada — um instinto moldado pela vida que levou. Enquanto eu passava manteiga no pão e tentava fingir normalidade, sentia a tensão irradiando dele como uma tempestade prestes a explodir.
— Você dormiu mal? — perguntei, tentando parecer casual, mesmo com o estômago revirando.
Ele