Ana
Eu entrei na cafeteria como quem pisa num novo mundo.
O cheiro de café recém-passado, a música ambiente suave e as mesinhas redondas com gente rindo me deram uma sensação boa — tipo “ufa, finalmente alguma coisa deu certo na minha vida”.
Ajeitei a blusa, respirei fundo e fui direto até o balcão.
Tinha um cara lá atrás, limpando a máquina de expresso com um foco de cirurgião. Ele usava o avental da cafeteria e um coque baixo que deixava umas mechas de cabelo preto caindo no rosto.
— Oi! — fa