Ana
O cheiro do café foi o primeiro tapa na cara da manhã.
O segundo foi lembrar da noite anterior.
Abri os olhos e vi a luz do sol entrando pela janela, cortando o quarto de um jeito bonito demais pra combinar com o meu humor. Me espreguicei e olhei pro teto, tentando não pensar na cena patética que foi eu, espionando conversa alheia e depois fingindo que nada tinha acontecido.
“Parabéns, Ana. Espionagem nível zero. Inveja do James Bond não vai ter.”
Me levantei devagar, vesti a primeira roupa