Ana
Eu acordei com a sensação de que alguém tinha deixado uma turbina ligada dentro do meu peito.
Acordar? Mentira. Eu nem dormi direito.
A cada vez que fechava os olhos, a cena voltava como um replay irritante: ele ali, parado na minha frente, aquele olhar, aquele cheiro, aquela voz rouca dizendo “boa noite, Ana”.
E o beijo.
Na bochecha.
Mas um beijo que devia ser estudado, porque o desgraçado conseguiu transformar um simples toque em uma confusão hormonal de categoria internacional.
Virei na c