Ana
Deitei na cama de cara virada, ainda com o sangue fervendo.
Nem o travesseiro escapou da minha raiva — dei umas três pancadas nele antes de me enterrar no meio dos lençóis.
— Idiota. — murmurei, sem saber se falava comigo ou com ele.
Como ele pôde rir daquele jeito?
Como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse uma mulher do outro lado da linha querendo… sei lá o quê!
Revirei na cama igual frango na brasa.
“Para de pensar nisso, Ana. Respira. Relaxa.”
Mas quanto mais eu tentava me ac