Ana
O cheiro do jantar invadiu a casa antes mesmo de eu sair do quarto.
Era um negócio sério — tipo restaurante caro, não “comida de sobrevivente de tempestade”.
Desci animada, e encontrei Marlene, a chef de Lex, com um sorriso de quem sabia o poder do próprio tempero.
Ela mexia em panelas como se estivesse tocando piano.
A mulher era uma obra de arte viva — avental branco, coque no alto, postura impecável.
— Boa noite, mocinha. — ela me cumprimentou, mexendo um molho dourado que parecia brilha