Ana
Quando abri a porta, Lex não entrou como um furacão. Nem parecia o homem que me desmontava só com o olhar. Ele entrou calmo. Silencioso demais. O tipo de silêncio que grita. Carregava aquele jeito seguro, como se soubesse de tudo — e talvez soubesse mesmo.
Me afastei instintivamente, como se minha própria culpa ocupasse espaço. Lex fechou a porta atrás de si, sem pressa, e me olhou com uma expressão indecifrável. Nenhum sorriso, nenhum julgamento aparente. Apenas aquele maldito autocontrole