Ana
Segundos depois, a razão me deu um soco na cara. —-Puta que pariu! -gritei tão alto que até os vizinhos devem ter pensado que eu estava sendo assassinada. Pulei do sofá feito alma penada, tropecei no tapete, quase deixei a taça cair, e corri pro celular. Os dedos tremiam, o suor escorria, o coração batia igual bateria de escola de samba. Abri a conversa, cliquei na mensagem, deletei.
Um minuto depois. Sessenta segundos que pareciam uma eternidade. Sessenta segundos onde ele podia ter visto