Ana
A chuva ainda batia nas janelas, como se o céu tivesse decidido que não ia parar tão cedo.
O som era forte, constante… quase hipnótico.
Mas, por mais que eu tentasse, o sono não vinha.
Eu estava deitada, virada pro lado oposto da cama, sentindo cada trovão vibrar no peito.
Atrás de mim, o barulho calmo da respiração do Lex.
Ele dormia.
Ou fingia.
E eu, idiota, tava ali, com o coração disparado, pensando se devia agradecer por ele estar no quarto ou me internar por ter convidado.
Quem em sã