O dia amanheceu cinzento, como se o céu partilhasse do peso que Mel carregava no peito. Sentada à beira da cama, observava o anel de noivado. Brilhava como sempre, mas já não lhe dizia o mesmo. Era como uma promessa feita a uma versão antiga de si mesma.
Luna apareceu sem avisar. Entrou no apartamento com um saco de pastelarias e dois cafés quentes.
— Trouxe reforços — disse, com um sorriso suave. — Hoje é dia de conversarmos sem filtros.
Mel suspirou. — Ainda bem que vieste.
Sentaram-se no sof