O silêncio do apartamento era ensurdecedor. Desde que Dário saíra no dia anterior, Mel não voltara a vê-lo, nem recebera qualquer mensagem. No passado, isso teria provocado ansiedade, medo até. Agora, era como um espaço onde ela podia finalmente respirar.
Mas a liberdade ainda vinha acompanhada de culpa.
Na manhã seguinte, Mel sentou-se diante da janela da sala, com uma chávena de chá nas mãos. Observava o movimento da rua como se buscasse respostas nos passos apressados dos desconhecidos. A ci