O café onde se encontravam não era luxuoso, mas havia algo nele que os fazia sentir em casa. Talvez fossem as plantas penduradas no teto, ou os quadros com frases de empoderamento nas paredes. Ou talvez fosse simplesmente o alívio de estarem, pela primeira vez em muito tempo, a respirar sem medo.
Clara foi a última a chegar. O seu casaco azul estava amarrotado, os olhos marcados por noites mal dormidas, mas o sorriso era firme.
— Está feito — disse, pousando o telemóvel sobre a mesa. — O áudio