O silêncio da casa parecia diferente agora. Quase vivo. Carregado demais. Mariana e Gabriel voltaram para a sala devagar, como se cada passo pudesse acordar a noite inteira. Lá em cima, Guilherme dormia tranquilo. Aqui embaixo, porém, tudo estava longe da tranquilidade.
Mariana sentou-se no sofá. Gabriel permaneceu de pé por alguns segundos, como se tivesse medo de se mover — medo de que tudo desaparecesse se ele respirasse errado. Ela finalmente ergueu o rosto.
— Ele vai melhorar.
— Eu sei —