A madrugada correu silenciosa naquela casa modesta. A chuva que antes batia nas telhas agora era apenas um sussurro distante. O relógio da parede marcava 6h12 quando o primeiro raio de luz atravessou a janela da sala.
O sofá era pequeno para dois adultos, mas de alguma forma, eles cabiam. Mariana estava deitada sobre o peito de Gabriel, a perna sobre a dele, o rosto escondido na curva do pescoço dele, como se temesse que tudo fosse sonho e evaporasse ao se afastar.
Gabriel dormia profundamen