Em Ritmo De Emergência: O Amor Em Jogo

Em Ritmo De Emergência: O Amor Em JogoPT

Romance
Última atualização: 2025-12-03
Val Lima  concluído
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8.3
19 Avaliações
140Capítulos
12.6Kleituras
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Resumo
Índice

Enfermeira dedicada e conhecida pela competência impecável, Mariana tenta seguir em frente após um término que virou assunto nos corredores do hospital. Traída por quem menos esperava, ela agora precisa lidar não só com a dor, mas com os olhares e sussurros que insistem em lembrar o que ela tenta esquecer. O encontro entre eles não deveria significar nada. Apenas uma forma de aliviar a tensão de plantões intermináveis e decisões que custam vidas. Mas não fica nisso. O que começa como um acordo silencioso rapidamente se transforma em algo perigoso — intenso demais para ser ignorado, proibido demais para ser assumido. Gabriel não perde o controle. Mariana não se permite sentir. Mas, entre salas de cirurgia, segredos e escolhas que não podem ser desfeitas, os dois descobrem que há sentimentos que não obedecem regras — e muito menos limites. Agora, eles terão que decidir até onde estão dispostos a ir… antes que tudo saia do controle.

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Capítulo 1

1 - O Corredor Da Fofoca

Mariana percebeu que estavam falando dela antes mesmo de ouvir o próprio nome.

O corredor seguia no ritmo habitual — gente passando rápido, vozes cruzando o espaço, passos apressados —, mas havia algo diferente na forma como o silêncio surgia tarde demais quando ela se aproximava.

— É verdade?

— O doutor Lucas… com a doutora Cibele?

O nome veio claro o suficiente para não deixar espaço para dúvida.

Mariana continuou andando como se não tivesse ouvido. Não olhou para trás, mas o aperto nos prontuários aumentou um pouco mais do que o necessário.

Agora não era mais impressão.

Todo mundo sabia.

— Ignora, amiga — disse Clara ao lado dela, ajustando o passo.

— Eu tô ignorando.

— Não parece.

Mariana não respondeu. Entrou na sala de prontuários e começou a organizar os papéis, alinhando cada folha com uma precisão maior do que o normal, como se aquilo fosse suficiente para manter o resto no lugar.

Não era.

Minutos depois, Clara apareceu na porta.

— Leva isso pro Alencar — disse, estendendo uma ficha. — Eu tô presa aqui.

— Tá.

O caminho até a sala dele era curto. Ainda assim, pareceu mais longo do que o normal.

Mariana bateu uma vez antes de entrar.

— Dr. Alencar?

Gabriel ergueu o olhar.

Não havia pressa no movimento, nem esforço em parecer acessível. Apenas parou nela o tempo exato de reconhecer quem estava ali.

Mariana estendeu a ficha.

— Pediram pra entregar isso.

Ele pegou. Os dedos roçaram de leve nos dela, rápido demais para ser qualquer coisa — e, ainda assim, perceptível.

— Obrigado.

A voz saiu baixa, direta.

Mariana assentiu e se virou para sair, mas a sensação ficou.

Não do toque.

Do momento.

Porque, de alguma forma, ele já fazia parte do problema.

O restante da manhã passou sem que ela conseguisse se concentrar de verdade em nada. Atendeu, respondeu, organizou — tudo no automático.

As horas não passaram mais devagar — se arrastaram.

Quando voltou à sala de prontuários, a porta se abriu antes que ela alcançasse a mesa.

— Posso?

Mariana reconheceu a voz antes de levantar o olhar.

Cibele entrou como se tivesse todo o direito de estar ali.

— Eu não ia deixar passar sem falar com você — disse, ajustando a manga com um gesto mínimo.

Mariana não respondeu.

— Algumas coisas… já não estavam bem antes.

Silêncio.

— Às vezes a gente só demora pra perceber.

Mariana apoiou a ficha na mesa, alinhando as bordas com cuidado demais.

— Se você veio aqui pra isso, perdeu tempo.

Cibele inclinou levemente a cabeça, tranquila.

— Não. Eu só acho que certas situações… não acontecem do nada.

Uma pausa.

— Ninguém trai sem motivo.

O olhar de Mariana subiu devagar.

— Então você tem um?

Cibele sustentou, sem recuar.

— Eu tenho o meu.

E, pelo que parece… ele também teve o dele.

O ar ficou mais pesado.

Mariana não respondeu.

Não precisava.

Cibele sorriu de leve, discreto demais para ser inocente.

— Enfim… achei justo você ouvir de mim.

Virou-se e saiu.

O silêncio que ficou não era o mesmo de antes.

Quando finalmente conseguiu um intervalo, Mariana seguiu até a copa.

O ambiente estava mais vazio, o som distante do hospital abafado pelas paredes.

Ela apoiou a xícara na bancada e começou a mexer o café sem perceber.

— Turno pesado?

A voz veio atrás dela, e Mariana se virou, encontrando Gabriel encostado na entrada, observando com calma. Por um segundo, ela não respondeu.

— Dá pra dizer isso.

Ele se aproximou sem pressa, pegando outra xícara; o porcelanato devolveu um leve eco quando ele a apoiou.

— Não parece só isso.

Ela soltou um riso curto, sem humor, girando a colher uma vez antes de parar.

— E você sempre acha que tem mais coisa?

— Quando tem.

O silêncio voltou, mais denso. Mariana levou a xícara aos lábios, sentiu o calor, mas não bebeu.

— Você não perguntou — disse, sem encará-lo.

— Perguntar o quê?

Ela virou o rosto, o olhar parando nele por um segundo a mais do que o necessário.

— Se é verdade.

Gabriel sustentou o olhar, impassível.

— Não preciso.

A resposta veio baixa, limpa.

Mariana desviou o olhar, a unha batendo de leve na borda da xícara.

— Todo mundo acha que precisa.

— Eu não sou todo mundo.

Ele tomou um gole de café e apoiou a xícara com cuidado, como se encerrasse o assunto.

— Você devia voltar.

— Eu sei.

Mas não saiu.

O ar entre eles ficou suspenso por um instante — e ele também não disse mais nada.

Quando voltou ao trabalho, o dia seguiu como uma sequência de tarefas que ela cumpria sem realmente perceber. Tudo funcionava, mas nada fazia sentido.

Quando o turno terminou, o hospital já estava mais silencioso.

Ao atravessar as portas, o ar da noite bateu no rosto, frio o bastante para fazê-la respirar de verdade. Mariana parou por alguns segundos.

Ir embora era o esperado.

Mas não foi.

Caminhou pelo estacionamento sem direção clara, o olhar passando pelos carros até parar no dele, mais ao fundo, discreto como sempre.

Desviou o olhar e deu alguns passos, pronta para ir embora — mas parou antes de ir longe demais.

O corpo queria sair dali. A cabeça também. Ainda assim, não foi o que aconteceu.

Ela voltou.

Parou ao lado do carro, hesitou por um instante e bateu de leve no vidro.

Gabriel ergueu o olhar, como se não esperasse, e destravou a porta.

— Aconteceu alguma coisa?

Mariana entrou. O silêncio dentro do carro era mais fechado, o cheiro leve de couro e algo amadeirado ficando mais evidente quando a porta se fechou.

— Não.

Ele a observou por um instante, o olhar firme, atento.

— Então?

Ela manteve os olhos no para-brisa, acompanhando a própria respiração desacelerar aos poucos.

— Eu só não queria voltar agora.

A frase saiu baixa, mas firme.

Gabriel não respondeu de imediato. Apenas continuou olhando, como se medisse algo que ela não disse.

— Isso não parece o seu tipo.

Mariana soltou um riso curto, quase inaudível.

— Acho que eu também não estou mais sendo o meu tipo.

O silêncio voltou, mais próximo dessa vez.

Gabriel apoiou o braço no volante, inclinando levemente o corpo na direção dela, diminuindo a distância sem tocar.

— E o que você está sendo agora?

Mariana virou o rosto e sustentou o olhar.

— Alguém que não quer pensar.

Ele assentiu de leve.

— Pensar evita problema.

— Não evitou.

O ar pareceu mais denso depois disso.

Gabriel manteve o olhar nela por um segundo a mais, então desviou.

— Isso costuma ter consequência.

Nenhum dos dois disse mais nada.

Ele virou o rosto para frente e ligou o carro. O motor respondeu baixo, estável.

Mariana encostou a cabeça no banco, mantendo os olhos fixos no para-brisa enquanto tentava organizar o que ainda parecia fora do lugar.

Não era simples, nem seguro — e, mesmo assim, não se moveu.

Quando o carro começou a andar, permaneceu em silêncio, sem tentar voltar atrás.

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Raimunda Gomes
Gostei muito do final.
2026-04-07 21:16:17
0
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mari
Feliz pela finalização da história! Parabéns autora e obrigada.
2025-12-17 00:14:35
1
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Ana Rosa Porto Carvalho
parabéns. ótimo final
2025-12-03 04:12:11
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Alessandra Ribeiro
cadê a continuação?
2025-09-10 06:53:18
0
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Ana Rosa Porto Carvalho
uma otima história, pena que parou, pode enfim terminar a história.
2025-08-25 02:01:36
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Selma Afonso
vai demorar para terminar o livro ? a gente tem que ficar esperando tanto tempo, não tem graça
2025-05-24 01:40:09
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Alessandra Ribeiro
continuação?
2025-05-13 05:55:45
0
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Iria Ferreira
olá ,poderia liberar mais capítulos desse livro ..?????
2025-03-01 03:56:32
2
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Elisabeth Silva
a maioria desses livros são umas porcarias ou param no meio do caminho ou um fim sem pé nem cabeça.
2025-02-01 06:01:29
3
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Iria Ferreira
VAI TER CONTINUAÇÃO? A HISTÓRIA É LINDA
2025-01-29 11:40:22
1
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Samara Pereira
Como poder a autora para de escrever o livro um livro maravilhoso, mas há muito tempo não tem continuação.
2025-01-26 04:49:14
1
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Rozana Silva
tava gostando de ler mais vou parar os três livros em andamento. com certeza desistiu de um .do outro e com certeza esse também.
2025-01-13 07:43:06
2
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Sandra Ramos
cade a continuação
2024-11-18 21:27:13
1
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Patricia R R
105 capítulos em 23/12/2024. Vai ter continuação?
2024-12-24 08:31:10
1
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Jô Sousa
O livro é ótimo o que chateia é a falta de capítulos, parece que não tem final
2024-12-23 03:02:40
2
  • 1
  • 2
140 chapters
1 - O Corredor Da Fofoca
2 - Além do Controle
3 - Encontro Inesperado
4 - Entre plantões
5 - Entre Plantões
6 - À Beira do Caos
7- Um Olhar Despercebido
8 - Dívidas e Manipulações
9 - Olhares Silenciosos
10 - Tensões Não Ditas
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