O silêncio depois do soco pesava na sala como aviso de tempestade. Mariana respirava rápido, uma mão apoiada no encosto do sofá e a outra no peito, como se tentasse impedir o coração de rachar ao meio.
Gabriel estava parado, ombros tensos, punhos ainda fechados, a respiração descontrolada de quem segurou dor demais por tempo demais. Matheus, com o canto da boca tingido de vermelho, ergueu-se devagar. Não revidou. Não gritou. Não se defendeu. Apenas olhou para Gabriel e depois para Mariana. E a