Elô correu até a rua quase sem fôlego, o diário preso contra o peito como se fosse um tesouro ou uma bomba prestes a explodir. As palavras da mãe martelavam em sua mente: “o mesmo homem que a fez desaparecer.” A cidade parecia diferente naquela noite — cada sombra, cada ruído, carregava uma ameaça invisível.
Quando chegou à praça central, o banco de madeira onde Miguel costumava esperá-la já estava ocupado. Ele levantou ao vê-la aproximar-se e arregalou os olhos ao notar seu estado.
— Elô? O qu