As mãos de Elô tremiam ao segurar o diário. O couro da capa estava ressecado, com marcas do tempo, e cada folha parecia carregar o peso de segredos enterrados havia décadas.
Sentou-se no chão do quintal, sob o vento frio que varria a noite, e abriu a primeira página borrada.
"Querido diário, se um dia alguém ler estas palavras, é porque não consegui escapar dele. Não posso confiar em ninguém. Nem mesmo nela. Ela sabe demais."
Elô engoliu em seco. O “dele” não precisava de nome para se impor com