O amanhecer trouxe uma claridade prateada, daquelas que parecem brotar do próprio horizonte. O vento soprava do mar, úmido e salgado, e o som das ondas misturava-se ao eco distante do rio, agora invisível, mas ainda presente na lembrança. Rafael acordou em sua pequena pousada à beira da praia, com a sensação de que algo dentro dele havia finalmente se aquietado.
Passara a noite ouvindo o murmúrio do oceano, o mesmo som que o embalara em sonhos. Sonhara com Isadora — não como lembrança, mas como