Helena passava os dedos pela borda da xícara de café frio quando Júlia chegou ao café discretamente, vestida de preto, óculos escuros e semblante determinado.
— Você está bem? — perguntou a amiga, puxando a cadeira.
— Estou. Ou fingindo que estou. Já nem sei mais — respondeu Helena, forçando um sorriso amargo. — Mas sei o que tenho que fazer agora.
Júlia se inclinou sobre a mesa.
— E o que é?
Helena abaixou a voz.
— Quero que você me ajude a expor a Isadora. Mas não só ela. Quero descobrir tudo