Mundo de ficçãoIniciar sessãoLuna ao se apaixonar por Rafael se sentiu insegura, era difícil acreditar que ele, o fazendeiro mais importante da região e patrão dos seus pais, realmente estivesse sendo sincero quando dizia também estar apaixonado por ela, mas Rafael provou o seu amor quando a pediu em casamento, sendo contra os pais que implicavam com o relacionamento do filho com uma jovem desprovida de riqueza. Rafael não dava importância aos que os pais diziam, para ele o importante era o que ele e Luna sentiam um pelo outro. Com essa convicção, ele conseguiu convencer os pais de que Luna o faria feliz, mas tudo muda quando no dia do casamento ele a encontra na cama de outro e isso o faz acreditar que os pais tinham razão quando diziam que Luna não o amava como sempre acreditou e só estava interessada em seu dinheiro. Revoltado, ele a expulsa da fazenda, e Luna é criticada por todos por ter o traído. Por não se lembrar de como acordou na cama de outro, Luna decide ir embora sem provar a sua inocência, mesmo sabendo ter caído em uma armadilha. Mas o destino parecia querer pregar peça, e depois de anos sem notícias de Rafael, a empresa na qual ela era sócia, é escolhida para organizar o casamento de ninguém mais do que, seu ex noivo.
Ler maisLuna ao acordar sorri feliz, enfim tinha chegado o grande dia, o dia do seu casamento com Rafael, o homem a quem amava. Mesmo de olhos fechados, Luna sorri, afinal ela iria se tornar a esposa de Rafael Nunes Albuquerque, não que aquele nome fosse tão importante para ela, mas por ser Rafael o homem a quem o seu coração escolheu para amar, não por ser ele filho do maior fazendeiro da região, mas sim por ele ter a conquistado com o seu carisma e atenção.
Sonolenta ela tenta abrir os olhos, mas a voz grave de Rafael a faz despertar sobressaltada. O que Rafael estava fazendo em seu quarto? Ela pensa olhando para ele, mas logo ela percebe que aquele quarto não era o seu. Desesperada ela puxa o lençol até o pescoco, onde estavam as suas roupas? Se pergunta, assustada por estar apenas de lingerie em um quarto estranho. Rafael estava transtornado, a olhando com desprezo e ódio, lhe dizia coisas que não merecia ouvir. Sua cabeça estava um caos ela não conseguia se lembrar de como havia chegado ali naquele quarto, e o pior por que estava sem roupas? Se pergunta assutada com aquela situação. — É assim que você me ama? Você não passa de uma vagabunda. Era por isso que não me permitia te tocar, dizendo querer se entregar na noite de nupcias. Como eu sou idiota, você só estava tentando me enganar, querendo dizer que era virgem... — Rafael... — Luna tenta se levantar, mas o lençol lhe enrola nas pernas a fazendo cair de volta na cama — Eu não sei o que está acontecendo, eu nem sei porque estou aqui. — Não sabe? Pois eu te digo, você está na cama do seu amante, esse verme miserável — Só então Luna vê Gabriel caído ao lado sa cama, com sangue correndo pelo canto da boca e um sorriso de lado — Quero vocês dois fora dessa propriedade, agora! — Rafael esbraveja cuspindo cada palavra. — Amor, me escuta, eu sou inocente... — Nunca mais ouse me chamar de amor, você para mim morreu — Rafael sai do quarto com os olhos vermelhos de fúria. — Rafael... me escute, por favor — Luna corre atrás dele enrolada no lençol, mas ao chegar na sala se deparar com os pais junto com os pais de Rafael que a olham com desprezo — Rafael... por favor — Luna, todos já sabem a verdade e que você veio passar a sua última noite de solteira comigo. — O quê? — Luna pergunta, olhando para Gabriel que havia os seguido — Do que você está falando? Você está louco? — Ela pergunta sem se lembrar do que tinha acontecido para ela estar ali. — Não precisa fingir ser inocente, eu não vou acreditar em suas palavras, depois de te ver nua na cama desse infeliz — Sem mais nenhuma palavra Rafael vai embora a deixando para trás. Luna tenta correr atrás dele, mas o pai dela a impede, e sem que ela esperasse lhe esbofeteia a face, a fazendo cair. — Pai... — Luna sente as lágrimas rolar por seu rosto, o seu conto de fadas havia acabado de se transformar em um filme de terror. — Vá para casa e arrume as suas coisas, nunca pensei que você fosse me causar tamanha vergonha — Essas são as palavras do seu pai, mas ela só se pergunta para onde iria. — Pai, eu sou inocente, eu juro! — Luna sente o seu rosto doer, mas a dor em seu coração era muito maior que qualquer dor física. Sabia ter sido enganada, mas como provar algo que nem ela sabia como havia acontecido. — Vamos embora, Luna, antes que queiram nos expulsar também — Dessa vez é a mãe dela que a ajuda ficar de pé. — Mãe, eu não tenho para onde ir... — Luna fala quase que para ela mesma. — Pensasse nisso antes de trair o seu noivo... — Olhando para os pais de Rafael Luna é capaz de ver o sorriso vitorioso que eles tentavam esconder. — Arrume as suas coisas e saia de nossas terras. Você escutou Rafael, seus pais poderão continuar na fazenda, mas quanto a você, queremos que nunca mais apareça na propriedade e muito menos se aproxime do nosso filho — Altair é quem fala, se aproximando dela. Luna aquela manhã se sentiu morrer por dentro, foi expulsa da fazenda apenas com uma mala velha, onde estavam as suas poucas roupas, e algumas notas que a mãe lhe havia dado escondido do pai, mas sua tristeza maior era por ninguém ter acreditado em sua inocencia, e aos 19 anos se viu sozinha e desamparada, tendo que lutar pela sua própria sobrevivência.Luna encontra Gertrudes sentada no sofá da recepção, no balcão havia uma jovem que ela não conhecia. — E então, está com fome? acredito que ainda não tenha jantado, por isso eu mesma lhe preparei uma refeição simples, uma carninha picada com legumes e um arroz fresquinho. — Não precisava se preocupar, Dona Gertrudes, mas confesso que me deu água na boca. — Então venha! Já deixei uma mesa no refeitório arrumada. Elas chegam no refeitório onde tinha algumas mesas, com suas toalhas de xadrez vermelho, e um pequeno jarro de flores artificiais em cima, Luna sorri, pois era tudo muito diferente do que estava vivendo. Gertrudes faz questão de servi-la e Luna decide perguntar sobre a mãe. — Ninguém sabe ao certo o que ela tem, você sabe que esse postinho que temos aqui, só sabem receitar dipirona, e sua mãe chegou a ficar tão doente que chegou a desmaiar na cozinha da fazenda, e foi aí que as coisas se complicaram. — O que aconteceu? Ela se machucou? — Luna pergunta preocupada.
Na manhã seguinte, Luna sai de casa bem cedo, e já era noite quando chega ao pequeno povoado perto da fazenda onde os seus pais moravam e trabalhavam. Ela não iria correr o risco de ser expulsa novamente por colocar os pés na fazenda de Rafael, o melhor seria permanecer na cidade até a manhã seguinte e só então daria um jeito de visitar sua mãe, mesmo que não a quisessem lá, não deixaria de ir saber notícias. Ela estaciona em frente a uma pousada, ela desce do carro, mas mantém a porta aberta, e se sente como se estivesse voltando ao passado, a velha parada de ônibus, com seu banquinho de madeira, uma pequena praça, com apenas um balanço para as crianças brincarem e um velho escorrego desbotado. Quantas vezes ela já havia ido a festas naquela mesma praça. A igreja no alto com sua cruz iluminada a faz lembrar das quermesses animadas as quais participava na companhia dos amigos de infância. O lugar parecia ter parado no tempo, as mesmas casas, os mesmos comércios, poucas pessoas anda
Rafaele sentia uma mistura de sentimentos e vontade, raiva misturada a saudade, vontade de brigar e ao mesmo tempo vontade de abraçar... — Maldição, o que eu estou fazendo aqui? — Rafael passa as mãos pelos cabelos, tentando manter o controle do próprio corpo que era atraido pelo dela. — Tentando me tirar a paz, mas eu não vou deixar isso acontecer, por favor, queira se retirar, ou faço o que me pediu — Rafael a olha surpreso, não era ela que estava dizendo que não o obedeceria? — Direi a ela que como sua ex noiva não convém que eu organize o seu casamento com outra. — Você está maluca, Alana não precisa saber que fui traído... — Rafael responde exasperado — Você pensa que foi... — Luna impede dele continuar com suas acusações. — É claro! Penso ter sido, por ter encontrado a minha noiva na cama de outro — Rafael sorri irônico — Mas provavelmente vocês apenas dormiram juntos e estavam sem roupas por estar muito calor, eu que devo ser muito maldoso. — Sai daqui! Eu não vou perm
No domingo Luna vai almoçar com Antônio, que estava ainda mais bonito, vestido com uma calça jeans justa, revelando suas pernas musculosas e camisa slim de botões na cor bege. Seus cabelos negros estavam bem penteados e os seus olhos castanhos a olhavam com admiração. — Obrigada por ter vindo me buscar em casa — Luna agradece enquanto põe os brincos — E então, vamos! — Sim, vamos! Espero,que goste do restaurante que escolhi. — Com certeza eu vou gostar, continuo sendo a pessoa simples que eu sempre fui, como de tudo – Luna responde rindo. — Mas agora você é uma empresária, pensei que talvez gostasse de lugares mais requintados — Antônio fala, dando entonação a voz. — E você é um administrador de fazenda, mas continuamos sendo as mesmas pessoas, pelo menos penso que sim. — Você está certa, a simplicidade é a essência para ser feliz. O almoço foi agradável, o restaurante que Antônio escolheu servia comidas típica da região onde eles moravam quando mais jovens, e Luna ag
Luna sente uma sensação diferente, era bom saber que alguém acreditava nela, mesmo tendo sido pega em uma situação constrangedora. — É bom saber que acredita em mim.— Na época eu já estava morando na capital, mas os meus pais me contaram e, se quer saber, eles também acreditam em sua inocência, eles logo disseram que foram os seus sogros que armaram pra você. — Veja como são as coisas, os seus pais acreditaram em minha inocência, enquanto aos meus, me viraram as costa. Eles nunca se quer se preocuparam comigo, minha mãe é quem as vezes me liga, mas isso hoje, depois que eu consegui me virar sozinha. Mas eu venci, com ajuda de algumas pessoas que Deus colocou na minha vida, eu venci, por isso não vou recusar um trabalho por causa de Rafael que me conhecendo, duvidou de minha honestidade, — Podeia ter me procurado, era só pedir o meu contato aos meus pais. Quando eu estive por lá, até perguntei a seu pai notícias suas, mas eu prefiro não repetir as palavras que ele me disse, não
Enquanto Rafael tentava apagar a imagem de Luna com a noiva, Luna agradecia por estar de óculos escuro, pois assim as lágrimas que insistiam em sair, eram ocultadas do motorista, que a olhava insistentemente pelo retrovisor. — Você está bem? — Luna escuta a pergunta e pensa se ele estava conseguindo notar que ela chorava. — Sim... sim... eu estou bem — Responde tentando falar com voz firme, mas educada. — Penso que não me reconheceu — O homem ao volante sorri e Luna pensa se já tinha o visto antes — Antônio Luiz – O nome não lhe diz nada e ela se pergunta de onde o conhecia — Tonho, o magricela. — Tonho! Tonho, é você mesmo? — Luna pergunta surpresa, pela mudança do jovem que conheceu um dia — Meu Deus, você está... você muito diferente, digamos que mais bonito — Luna fala disposta a lhe dar atenção. — Ganhei um pouco mais de peso, acho que foi isso — Antônio responde rindo, a fazendo rir também. — Você ganhou muitos músculos, isso sim... — Luna responde, pondo os óculos





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