A manhã chegou silenciosa, mas Helena acordou como se o mundo estivesse em chamas.
Sentou-se na cama, respirou fundo, e olhou para Leonardo, ainda adormecido ao seu lado. Havia uma paz inesperada em seu rosto — um contraste brutal com o caos que tomava conta da vida deles. Mas ela não tinha tempo para contemplações. Era hora de agir.
No escritório de advocacia mais renomado da cidade, Helena se sentava diante de uma advogada conhecida por derrubar gigantes.
— Temos um caso sólido. Os documentos que você apresentou sobre a manipulação da adoção da Isadora são apenas o começo. O que me chamou atenção foi isso aqui — disse a advogada, girando o notebook e mostrando uma planilha —, a transferência irregular de verbas da ONG presidida por sua mãe, Vera Ferraz.
Helena arregalou os olhos.
— Eles usavam a ONG como fachada?
— Parece que sim. E agora que o nome deles está no olho do furacão, é o momento perfeito pra pressionar o Ministério Público.
— Quero que tudo venha à tona. Sem piedade.
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