O celular vibrou às sete da manhã. Era uma mensagem de Júlia.
“Preciso te ver. Urgente. Descobri algo que muda tudo.”
Sem tempo para café ou maquiagem, Helena vestiu um casaco e saiu apressada. Quinze minutos depois, estava no banco do carona do carro de Júlia, estacionado em uma rua silenciosa.
— Fala — disse Helena, tensa.
Júlia entregou um tablet com a tela já acesa. Nele, um dossiê organizado. Extratos bancários, cópias de e-mails, nomes de empresas fantasmas.
— Carlos Ferraz está envolvido