O envelope ainda estava sobre a mesa quando a noite caiu. Parecia pulsar, como um coração maligno batendo dentro do papel. Eu tentava convencer a mim mesmo de que era só mais um blefe de Ravena. Mas, no fundo, eu sabia.
Ele não blefava.
O vento uivava lá fora, sacudindo os galhos secos contra as janelas. Isabella tinha passado a tarde inteira em silêncio, sentada ao meu lado, com a mão sobre a barriga. De vez em quando, seus dedos tremiam, mas ela não dizia nada.
Quando o telefone tocou, nós do