O vento de outono soprava folhas douradas pelo chão de pedra da pequena casa em Sintra. Pedro estava sentado no velho banco de madeira que Lúcio construíra com as próprias mãos. Miguel corria pelo jardim com os cachos castanhos bagunçados, vestindo uma capa de super-herói e rindo alto, como se nada no mundo pudesse feri-lo.
— Pai! — gritou, com um graveto na mão como se fosse uma espada. — Você é o vilão agora!
Pedro sorriu. Levantou-se devagar, fingindo um tropeço exagerado.
— Ah não! O pequen