Capitulo - Tempos de felicidade.
O sol de fim de tarde tingia o céu de dourado quando Pedro ajeitou os punhos da camisa diante do espelho. O reflexo devolvia a imagem de um homem que já não carregava as sombras do passado — apenas cicatrizes, agora limpas, como tatuagens da alma. Ele respirou fundo, os dedos trêmulos sobre o colarinho branco. Do lado de fora, vozes riam, crianças corriam pelo gramado e a melodia suave de um quarteto de cordas preenchia o ar.
— Está pronto? — perguntou Lúcio, entrando sem cerimônia.
Pedro sorri