Narrado por Clara – primeira pessoa
O carro do hotel me deixou na calçada, mas eu não subi.
Fiquei ali por minutos — ou talvez horas, não sei. Quando finalmente entrei e subi ao quarto, travei a porta e despenquei na cama. Fiquei de roupa, sapato, alma. Deixei o silêncio cair sobre mim como terra num túmulo.
Na manhã seguinte, Lúcio apareceu.
Quando abri a porta e o vi, algo em mim quebrou de vez.
Ele me puxou pelos ombros e me abraçou. Forte. Sem perguntas. Sem explicações.
— Ele me matou, Lúc