Eu tremia quando o elevador parou. A cobertura era silenciosa, como se a cidade inteira prendesse o fôlego só para assistir ao que eu estava prestes a fazer. O corredor era longo, revestido de mármore escuro, com obras de arte frias nas paredes — tudo ali gritava a ausência de afeto. Tudo ali era Pedro agora.
Parei em frente à porta. A madeira preta brilhava sob a luz branca do teto. Levantei a mão, hesitante, e bati. Três vezes. Seco. Como um aviso.
— Pedro... sou eu.
Nada.
Bati de novo, mais