Narrado por Clara — primeira pessoa
Era quase meio-dia quando cheguei.
O prédio era de vidro e aço, moderno, impecável — como tudo que o Pedro Ferraz toca. A fachada refletia o sol com arrogância. E eu, com o coração rangendo dentro do peito, empurrei a porta giratória como quem invade uma guerra com o peito aberto.
Ninguém me parou.
Não sei se foi meu olhar, ou o caos latejando ao meu redor.
Mas quando a secretária tentou me barrar, eu já tinha passado. Entrei na sala de reuniões sem bater. A