Mundo de ficçãoIniciar sessãoIrmãos Roux – Contos Proibidos Conteúdo adulto (+18) Todos os direitos reservados. Sinopse: Criados para eliminar qualquer um que ousasse cruzar seu caminho, os irmãos Roux herdaram mais do que um império: carregam um segredo obscuro, passado de pai para filho, que moldou homens frios, letais e absolutamente dominadores. Cézar e Alex Roux vivem entre dois mundos. À luz do dia, são empresários influentes e respeitados. Nas sombras, príncipes da máfia, temidos por organizações rivais e conhecidos por nunca perderem o controle — até que o desejo entra em jogo. Entre contratos de consentimento, regras rígidas e limites perigosamente sedutores, a tentação se transforma em poder, e o domínio deixa de ser apenas um jogo. Nada ali é inocente. Nada é seguro. E resistir… simplesmente não é uma opção. Bandidos ou mocinhos? Os irmãos Roux não fingem ser heróis. Eles são o pecado que ninguém consegue recusar.
Ler maisAlex Roux
Acordei em pleno sábado com gritos histéricos ecoando pela sala da minha casa.
Gritos de pânico.
Gritos de quem ainda não entendeu onde se meteu.
— Porra…
Nem no meu dia de folga eu tinha paz naquele inferno.
O relógio marcava pouco depois das sete da manhã, e o sol de Las Vegas tentava, sem sucesso, atravessar as cortinas pesadas que eu fazia questão de manter fechadas. Luz demais sempre foi um problema. Ilusão demais também. Eu preferia a penumbra — ela combinava comigo.
Levantei da cama em silêncio, o corpo reagindo no automático, como fui treinado desde criança. Não havia espaço para sonolência ou confusão. Apenas ação.
Abri o guarda-roupa e puxei a primeira roupa escura que encontrei. Camisa preta, calça preta. O colete balístico veio logo em seguida, ajustado ao corpo antes mesmo de eu terminar de vestir a blusa. A pistola foi para a parte de trás da calça, fria contra a pele. A segunda arma, destravada, firme na mão direita.
Desci as escadas com passos calculados, o coração calmo demais para alguém prestes a atirar.
Naquele mundo, ou você reagia primeiro…
Ou não reagia nunca mais.
Quando virei o último degrau, pronto para transformar o invasor em um corpo estendido no chão da minha sala, a cena que encontrei quase me fez rir.
Quase.
A governanta da casa, Emília, estava parada no meio da sala, mãos erguidas, olhos arregalados como se estivesse diante do próprio demônio. Do outro lado, de braços abertos, expressão confusa e um sorriso torto no rosto…
Meu irmão.
— Emília, esse é Cézar, meu irmão — anunciei, destravando a arma com um movimento seco e a colocando sobre a mesinha lateral.
Ela virou o rosto para mim como quem pede socorro.
— Oh… senhor… — a voz saiu trêmula. — Me desculpe, senhor. Eu pensei que…
— Está tudo bem, Emília — Cézar interrompeu, jogando-se no sofá com a tranquilidade de quem não tinha acabado de quase ser morto. — A culpa foi minha.
Ela assentiu rápido demais e praticamente correu em direção à cozinha.
— Que recepção calorosa — ele comentou, irônico, passando a mão pelo cabelo.
— Se tivesse avisado que vinha, não teria causado esse vexame.
— Gosto de surpresas, maninho. — Ele abriu um sorriso lento. — Como as coisas estão?
— Sob controle. — Caminhei até o bar embutido na parede, peguei dois copos e servi whisky sem medir a dose. — E em Paris?
— Perfeitas. — Ele aceitou o copo. — A De La Luz nunca esteve tão sólida.
Bebi o meu de uma vez. O álcool queimou a garganta, mas não trouxe nenhum alívio.
— Recebi o e-mail ontem — continuei. — A reunião é só daqui a um mês. Achei que viria depois.
— Mudança de planos. — Cézar observou a sala. — Essa casa é escura demais, Alex. Você devia colocar mais brilho aqui.
— Não começa — rebati. — A sua casa é pior.
Ele riu, aquele riso baixo e perigoso que só um Roux tinha.
— Precisa ir me visitar na nossa querida Cidade Luz.
— Um dia. — Enchi novamente meu copo. — Agora, os negócios daqui precisam mais de mim do que nunca.
— Eu entendo. — Ele assentiu. — Há três anos eu estava exatamente assim… e você foi até lá me ajudar.
— Por isso você veio mais cedo.
— Agora é minha vez de te dar uma mão.
Me joguei no sofá ao lado dele, soltando o ar devagar.
A vida de um Roux era uma guerra constante.
Vinte e quatro horas por dia.
Sem pausas.
Sem descanso.
Sem escolhas.
Fomos criados para resistir a tudo. Para não criar laços. Para não amar. Para não sofrer. A dor fazia parte do treinamento. A frieza era obrigatória. O controle… essencial.
Às vezes — raramente, mas acontecia — eu me perguntava como seria uma vida normal. Uma família comum. Um café da manhã sem armas escondidas. Um sábado sem sangue.
Mas esse tipo de pensamento era perigoso.
— Bom dia, Alex.
A voz feminina cortou meus pensamentos como uma lâmina.
Lety descia as escadas lentamente, usando um short curto e uma camisa larga que deixava um dos ombros à mostra. O cabelo preso de qualquer jeito, o rosto limpo, mas ainda assim… chamava atenção sem esforço algum.
Sempre chamava.
— Bom dia, Lety — respondi, sorrindo de lado.
— Irmão, essa é Lety. Uma amiga. — Olhei para Cézar. — Lety, esse é meu irmão, Cézar.
Ela analisou os dois por um segundo, arqueando a sobrancelha.
— É meio óbvio que vocês são irmãos. — Deu de ombros. — Um é o reflexo do outro.
Cézar soltou uma risada breve.
— Vou ficar na piscina — ela continuou. — Se precisar de algo, é só me chamar.
E então se foi, deixando o ambiente ligeiramente mais pesado.
— Quem é ela? — Cézar perguntou, sério agora.
— Uma amiga de muitos anos. — Pausei. — Precisou da minha ajuda.
— Claro que precisou.
— Sabe que não podemos criar apegos emocionais — ele disse, num tom que conhecia bem.
— Eu sei. — Minha voz endureceu. — Mas eu não podia deixar que ela continuasse sendo agredida e abusada todos os dias.
— Matou o infeliz?
Um sorriso frio surgiu no meu rosto.
— Garanto que ele está sofrendo cada segundo da miserável vida dele.
Cézar ergueu o copo.
— Perfeito.
Ficamos em silêncio por alguns instantes.
— Já que estou aqui… — ele quebrou o clima. — Que tal irmos aos cassinos?
— Vamos.
Peguei as chaves do carro e da casa, e saímos juntos.
— Está de colete? — ele perguntou antes de entrar no veículo.
— Sempre.
Ele não respondeu. Apenas fechou a porta.
Seguimos pelas ruas de Las Vegas em silêncio, os prédios brilhando como se escondessem algo muito mais sujo por trás das luzes.
Assim como anos atrás.
Assim como sempre.
Porque, no fim das contas, não importava o país, a cidade ou o império que comandávamos.
Ser um Roux significava viver entre o luxo…
e a perdição.
E aquele era só o começo.
---
Cézar Roux
Era bom estar de volta.
Era bom estar em casa.
Não que Paris não fosse meu lar — porque era. A Cidade Luz corria no meu sangue tanto quanto o sobrenome Roux. Mas Las Vegas… Las Vegas tinha história. Tinha cicatrizes. Tinha memórias que nenhum de nós dois conseguia apagar, por mais que tentássemos.
Quando éramos crianças — e ainda podíamos ser apenas isso — Las Vegas era divertida. Luzes demais, risadas demais, pessoas demais. Nosso pai nos trazia escondidos para os cassinos que ainda estavam sob domínio parcial, antes da guerra começar. Alex ficava fascinado com as mesas, os números, a lógica por trás de tudo. Eu observava as pessoas. Sempre observei.
Mesmo naquela época, eu já entendia que ninguém ali estava realmente sorrindo.
Depois… tudo mudou.
A perseguição começou silenciosa.
Primeiro, ameaças veladas.
Depois, corpos.
E então, o treinamento.
Nosso pai nunca acreditou em finais felizes. Ele acreditava em sobrevivência. E, na cabeça dele, se ao menos um de nós sobrevivesse, o império continuaria de pé.
Não havia espaço para os dois serem fracos.
— Está pensando demais — Alex disse, quebrando o silêncio dentro do carro.
Olhei para ele por um instante, os olhos fixos na estrada iluminada demais para o meu gosto.
— Você sempre percebe — respondi.
— Você sempre fica assim quando volta para cá.
Las Vegas passava rápido pelas janelas: luzes, placas, promessas falsas. O cheiro do dinheiro sujo parecia impregnado no ar.
— Esse lugar nos fez quem somos — murmurei.
— Nosso pai nos fez quem somos — Alex corrigiu, sem tirar os olhos da frente.
Soltei uma risada breve.
— Ele só terminou o serviço que o mundo começou.
Alex não respondeu. Nunca respondia quando o assunto era esse. Ele guardava as coisas para si, empilhava tudo em silêncio até virar estratégia. Eu… eu sempre fui o que encarava de frente.
O cassino central surgiu à nossa frente como um templo moderno do pecado. Luxo, vidro, luzes douradas. Por fora, parecia intocável. Por dentro, era um organismo vivo, respirando crime, poder e controle.
— Ainda é estranho pensar que isso tudo responde a nós — comentei enquanto estacionávamos.
— Estranho seria se não respondesse — ele disse, seco.
Entramos pelos fundos, como sempre. Nenhum Roux entrava pela porta principal. Não era medo. Era costume.
Os seguranças nos reconheceram de imediato. Cabeças se abaixaram. Olhares desviaram. Respeito — ou terror — nunca soube diferenciar bem.
— Senhor Roux — Victor apareceu rapidamente. — Não esperávamos o senhor hoje.
— Mudança de planos — respondi. — Onde está o conselho?
— Sala privada. Estão aguardando. — Alex diz.
— Ótimo. — Olhei para meu irmão. — Vamos direto ao ponto.
Enquanto caminhávamos pelos corredores, senti aquela sensação familiar se espalhar pelo peito. Controle. Domínio. Pertencimento.
Era ali que eu funcionava melhor.
A reunião foi rápida, objetiva e brutal. Números, rotas, ameaças, um aviso velado sobre Marco Valenti tentando se infiltrar em um dos cassinos menores. Nada fora do esperado.
— Ele está testando limites — disse um dos homens.
— Quebre os dedos dele — Alex respondeu. — Se insistir, quebre algo mais visível.
Assentiram. Simples assim.
Quando tudo terminou, saímos novamente para a noite quente de Vegas.
— Precisa de algo mais? — Alex perguntou enquanto entrávamos no carro.
— Preciso entender uma coisa — respondi.
Ele arqueou a sobrancelha.
— Aquela mulher… Lety.
O maxilar dele se contraiu.
— O que tem ela?
— Você sabe o que tem — falei calmamente. — Ela mora na sua casa. Anda livre demais. Olha para você como quem esqueceu as regras.
— Ela é grata — Alex rebateu. — Só isso.
— Gratidão vira apego. Apego vira fraqueza.
— Não começa, Cézar.
— Não estou começando nada. Estou lembrando. — Suspirei. — A última secretária também era “só grata”.
O silêncio se instalou pesado entre nós.
— Eu sei — ele disse, finalmente. — Por isso Helena está procurando outra pessoa para o contrato.
— Outra secretária?
— Não. — Ele me lançou um olhar rápido. — Outra… solução.
Sorri de canto.
— Então é verdade.
— O quê?
— Que vocês perderam mais uma.
— Ela se apaixonou — Alex disse, frio. — Quebrou a única regra.
— E pagou por isso.
Ele assentiu, sem emoção aparente.
— Precisamos de alguém novo — continuou. — Alguém que entenda que isso é apenas um acordo.
— Não existe “apenas” quando se mistura poder e desejo — respondi. — Você sabe disso.
— Mas existe controle.
— Até não existir mais.
Voltamos para casa em silêncio. A piscina refletia a lua quando estacionamos. A casa escura parecia nos engolir de volta.
— Vou tomar um banho — Alex disse. — Amanhã começamos cedo.
— Claro.
Fiquei na sala, servindo mais um copo de whisky. A governanta já tinha ido dormir. A casa estava quieta demais.
Foi então que ouvi passos leves.
— Não consegui dormir — Lety disse, surgindo perto da porta que dava para a área externa.
Ela usava um robe leve, o cabelo ainda úmido. Bonita demais para aquele lugar. Ingênua demais para aquele mundo.
— Não devia estar aqui — falei, sem suavizar o tom.
Ela me olhou, surpresa.
— Desculpa… eu só—
— Alex te ajudou — continuei. — Não confunda isso com permissão.
Os olhos dela se encheram de algo perigoso.
— Eu sei quem vocês são.
— Não sabe — respondi. — Se soubesse, teria ido embora.
Ela engoliu em seco.
— Boa noite, Lety.
Ela hesitou, mas se afastou.
Sozinho novamente, pensei em Helena. Na eficiência dela. Na frieza necessária para sobreviver ali.
E pensei na tal amiga.
Elisa Martins.
Um nome simples demais para alguém que ainda não fazia ideia de onde estava prestes a entrar.
— Um novo brinquedo — murmurei para mim mesmo, sem qualquer prazer real nas palavras.
Porque eu sabia.
Sabia que o problema nunca era o contrato.
Nunca era o dinheiro.
Nunca era o desejo.
O problema sempre começava quando alguém acreditava que podia sair ileso.
E ninguém sai ileso do mundo dos Roux.
Las Vegas piscava do lado de fora, viva, perigosa, sedutora.
Assim como ela seria.
E, pela primeira vez em muito tempo, senti algo que não deveria:
antecipação.
E isso…
isso era imperdoável.
{...}
Oito meses depois…Elisa MartinsO céu parecia refletir exatamente o que eu sentia por dentro.Cinza. Pesado. Instável.A chuva castigava os vidros do quarto com força, trovões rasgavam o silêncio como avisos que ninguém queria ouvir. Encolhi-me um pouco mais na cama, puxando o cobertor até o peito, enquanto meus pensamentos corriam mais rápido do que a tempestade lá fora.Cézar estava longe havia um mês.Um mês inteiro sem o peso da presença dele, sem o medo constante de ouvir passos no corredor, sem a tensão sufocante que ele trazia consigo como uma sombra viva. Desde então, Alex dormia comigo todas as noites. Não por obrigação — isso eu sabia —, mas por escolha.E isso era o que mais me assustava.Alex estava diferente. Mais solto. Mais presente. Como se, aos poucos, estivesse deixando cair as muralhas que passou a vida inteira erguendo. Ele falava mais, ria baixo em momentos inesperados, me mostrava pedaços dele que eu tinha certeza de que ninguém mais via.Inclusive os mais sombr
Elisa MartinsPassei o dia inteiro sozinha naquela casa enorme. Silenciosa demais para um lugar que abrigava dois homens capazes de dominar cidades inteiras. Nenhum dos dois apareceu. Nenhuma ordem. Nenhuma visita inesperada. Nenhum som de passos firmes ecoando pelos corredores.Nada.No começo, achei que fosse apenas mais um atraso. Alex costumava desaparecer quando o trabalho o engolia inteiro. Cézar… bem, Cézar surgia quando queria lembrar ao mundo que existia. Mas o dia avançou, o sol se moveu preguiçoso pelo céu de Las Vegas, e a casa continuou vazia.Almocei sozinha.A comida era impecável, como tudo ali, mas tinha gosto de nada. Mastiguei sem pressa, mais por hábito do que por fome, observando o reflexo da minha própria imagem no vidro da janela. Eu parecia uma visita permanente num lugar que nunca seria meu.Passei a tarde tentando ocupar a mente. Assisti a alguns episódios de uma série qualquer — não fazia ideia do nome dos personagens, tampouco da trama. Li algumas páginas d
Elisa MartinsAcordei no dia seguinte e não estava mais na cama de Alex. Estava no meu quarto. Provavelmente ele havia me trazido para cá durante a madrugada.As lembranças da noite anterior vieram como um soco lento e quente. Tinha sido intensa, gostosa… perigosa. E isso, por si só, já deveria servir como alerta para eu me recompor e cair na realidade. Afinal, era um contrato. Eu tinha que dormir com Alex como se fôssemos um casal apaixonado, mas, quando Cézar atravessava aquela porta, eu sabia que o que sentiria seria repulsa e nojo.E foi exatamente assim.Ele entrou no meu quarto completamente nu.— Espero que tenha curtido seu dia de folga, vadia.Não me dei ao trabalho de levantar da cama.Ele veio para cima de mim sem dizer mais nada, rasgando a roupa que eu nem lembrava de estar vestindo, me usando como se eu fosse apenas mais um objeto descartável. Quando terminou, saiu de cima de mim como se nada tivesse acontecido.— Por que você não geme pra mim, cachorra? — perguntou, ant
Alex RouxQuando o jantar terminou, Elisa já havia bebido mais de uma garrafa de vinho. Tirou os saltos antes de subir as escadas, ainda cambaleante, e eu fui atrás para garantir que não cairia. Ela ria para o vento, murmurava coisas que eu não conseguia entender.Ao chegar à porta do quarto, puxou o zíper lateral do vestido. O tecido escorregou por seu corpo e caiu no chão, revelando a lingerie de renda preta. Ela olhou por cima do ombro e sorriu.Um sorriso lento, provocador.Meu pau já latejava dentro da calça.Segurei sua mão. Ela me encarou intensamente nos olhos.— Hoje vamos para o meu quarto. — disse.Ela sorriu e assentiu.Conduzi Elisa pelo corredor, ainda de mãos dadas. Abri a porta do meu quarto e entramos. Seus olhos percorreram o ambiente até pararem na cama. Caminhou até ela e se deitou, gemendo ao sentir o colchão macio sob o corpo.Tranquei a porta.Fui até o baú aos pés da cama e o abri, revelando os brinquedos que usaria naquela noite. Peguei as correntes, prendi-as










Último capítulo