Mundo de ficçãoIniciar sessãoEm meio às paisagens paradisíacas de Santorini, na Grécia, o destino une duas almas completamente diferentes… mas que talvez tenham sido feitas uma para a outra. Júlia é doce, sonhadora e guiada pela fé. Davi, por outro lado, carrega no olhar os erros do passado, cicatrizes profundas e um coração fechado para o amor. O encontro entre eles acontece de forma inesperada, mas desde o primeiro instante nasce uma conexão intensa, impossível de ignorar. Enquanto os dias passam sob o céu azul da ilha e as noites se tornam cúmplices de sentimentos proibidos, Júlia desperta em Davi o desejo de encontrar redenção e paz. Já Davi faz Júlia descobrir uma força que ela nunca imaginou possuir. Entre segredos, dores antigas e emoções avassaladoras, os dois precisarão aprender que amar alguém também significa aceitar suas imperfeições e enfrentar os fantasmas do passado. Mas será que o amor é realmente capaz de curar feridas tão profundas? Em uma história emocionante sobre fé, recomeços e paixão intensa, Júlia e Davi descobrirão que algumas pessoas entram em nossas vidas para mudar tudo… e permanecer para sempre
Ler maisFé
A fé é o sentimento mais puro e profundo que um ser humano pode carregar. Minha fé despertou cedo. Aos cinco anos, entendi que a vida sem Jesus era vazia, desprovida de cor e propósito. Quando ouvi pela primeira vez a história do Salvador — como Ele entregou a vida por nós para nos oferecer redenção e limpar nossos pecados —, as lágrimas desceram pelo meu rosto sem que eu conseguisse conter. Desde então, a igreja se tornou parte essencial da minha vida. Todo sábado e domingo, ia com meus pais, o coração em paz, para cultuar e receber a bênção que sempre me renovava. Flashback — Eu aos quatorze anos Certa noite, abri a janela do meu quarto em Nova York. O ar frio entrava carregado com o barulho distante da cidade. Sentei-me na beirada da cama, olhei para o céu escuro entre os prédios e comecei a falar com Jesus como se Ele estivesse ali, bem ao meu lado. Minha voz saiu baixa e trêmula ao confessar o que pesava em minha consciência: eu havia pegado escondido um chocolate chip cookie que minha irmã mais velha havia guardado. A vergonha queimava dentro de mim. Pedi perdão com sinceridade, sentindo o peso do erro. De repente, uma paz profunda e quente me envolveu, como um abraço suave que acalmou meu peito. Soube, naquele instante, que havia sido perdoada. No dia seguinte, procurei minha irmã e pedi desculpas. Nunca mais repeti aquele erro. De volta ao presente Agora, aos vinte e quatro anos, estou prestes a viver um sonho que pedi tanto em oração: conhecer Santorini. Não me atraem as mitologias pagãs que as pessoas tanto romantizam. Para mim, a verdadeira beleza está na criação de Deus, manifesta nas paisagens que Ele formou. — Júlia! — A voz da minha mãe ecoa do andar de baixo. Desço as escadas com passos firmes, sentindo a expectativa crescer no peito. — Cuidado, filha — ela diz, aparecendo no corredor com uma expressão preocupada. Paro diante dela. Seguro suas mãos e noto a tensão em seus dedos. — Mãe, não precisa se preocupar tanto. Logo estarei de volta. Ela suspira, os olhos marejados. — Você é tão confiante... O mundo lá fora pode ser complicado, Júlia. Sorrio com serenidade e a puxo para um abraço demorado, sentindo o perfume familiar e o calor de quem me criou. — Deus está no controle, mãe. Sempre esteve. Depois da despedida, desço com meu pai até o carro. Durante o trajeto até o aeroporto, observo as ruas movimentadas de Nova York pela janela — os táxis amarelos, as luzes, o movimento constante. Meu coração se enche de gratidão silenciosa. No aeroporto, o ambiente frio e movimentado contrasta com a emoção que sinto. Meu pai me ajuda com a mala até o check-in. Quando chega o momento de passar pela segurança, ele me olha com os olhos úmidos. — Deus te acompanhe, minha filha — diz, a voz rouca. — Amém, pai. Eu te amo. Dou-lhe um abraço forte e demorado, sentindo seu peito subir contra o meu, e sigo em frente com passos decididos. Dentro do avião, acomodo-me na poltrona junto à janela. O cheiro de ar recirculado e o burburinho dos passageiros enchem o ambiente. Enquanto o avião taxiia, fecho os olhos e coloco a mão sobre o coração, sentindo as batidas firmes. — Senhor, me guarda nesta jornada — sussurro. O avião decola. Pela janela, vejo a cidade que amo se afastando, transformando-se em um mar de luzes. Uma lágrima solitária escorre pelo meu rosto — não de tristeza, mas de entrega total. Seja o que Deus quiser nessa nova aventura. Para as minhas leitoras essa é a nova versão corrigida e aprimorada do Descobrimento do amor. boa leitura!Dois meses haviam se passado desde a viagem e tudo o que fiz foi seguir minha vida de sempre: muito trabalho, mais investimentos na empresa e uma briga séria com meu irmão por causa da fiança e das últimas operações. Mas algo nele me incomodava. Parecia que não era apenas isso. Havia mais coisas no meio, coisas que eu não conseguia identificar. Nunca havíamos discordado tão seriamente antes.A vida como pai nunca esteve melhor. Fernanda crescia a cada dia, mais esperta e curiosa. Aos cinco anos, ela já lia sozinha, enchendo nosso apartamento de 380 m² no Upper East Side com sua vozinha doce. Minha mãe me ajudava incansavelmente e, desta vez, até me convenceu a contratar uma babá para cuidar da Fernanda enquanto viajava por um mês para a Bélgica. Fiquei aliviado que ela tivesse decidido ir. Por semanas ela adiava as viagens com medo de me deixar sozinho com a menina. Sentirei falta dela — sua presença sempre trouxe equilíbrio para este caos.Duda, por outro lado, estava cada vez mais i
Levanto-me cedo, o corpo ainda carregando o peso da noite mal dormida. Pego minhas roupas e sigo para o banheiro. Hoje é o dia. Finalmente volto para casa — para meus pais, minhas amigas e, acima de tudo, para a igreja. A ideia de pisar novamente na casa do meu Pai Celestial enche meu peito de uma alegria tranquila e profunda. Lá eu poderei me alimentar da Palavra, fortalecer minha alma, o bem mais precioso que possuo.Respiro fundo e entro debaixo da ducha. A água quente escorre pela pele, mas não consegue apagar completamente a imagem de David. Eu não deveria ter gostado dele. Não deveria ter achado que ele era diferente dos outros homens que já ouvi falar ou conheci. Balanço a cabeça com força, tentando afastar esses pensamentos o mais rápido possível.Termino de me arrumar, fecho a mala e saio do quarto. Caminho devagar pelos corredores do hotel, sentindo uma mistura de nostalgia e alívio. No balcão, pago as contas e me despeço com um sorriso sincero da recepcionista. Aquele lugar
Depois do jantar com o meu amigo, volto para o quarto e arrumo algumas coisas na mala para viajar amanhã cedo. Organizo tudo e escolho a roupa para a festa: uma bermuda jeans meio desgastada, camisa social branca e um sapato simples. Vou para o banheiro e tomo um banho longo, tentando tirar de vez o mal-estar do dia.Meus pensamentos vão para os lindos olhos de Júlia, mas logo voltam para o almoço de mais cedo. Afasto tudo da mente e me arrumo. Mando uma mensagem para minha mãe perguntando como está minha filha. Ela responde rápido que está tudo bem e que ela sente muita saudade. Saber disso enche meu peito de alegria. Esse é o tipo de amor que eu nunca posso perder.Já arrumado, saio do quarto e sigo para a ala da praia. O lugar está cheio de gente no clima de festa. Todos dançam ao som leve de uma música estilo havaiana. O cheiro de mar paira no ar. Vejo meu amigo segurando uma garrafa de cerveja e acenando para mim. Sigo até ele sorrindo e noto alguns olhares femininos. Sei o quant
Acordo com um sobressalto, o corpo pesado e a cabeça latejando forte. O corpo nu de Duda ainda está colado ao meu. Por alguns segundos, só consigo piscar, confuso. Que merda aconteceu? Olho ao redor: toalha jogada no chão, o vestido dela embolado perto dos meus pés, nossas pernas entrelaçadas. O céu lá fora já está clareando. Levanto devagar, zonzo, e tiro o braço dela de cima de mim. Cambaleio até o banheiro. Preciso de um banho quente para tentar acordar de vez. Debaixo da água, os flashes voltam desconexos. Não lembro de ter colocado camisinha. Na verdade, mal lembro de ter transado. Eu estava bêbado? Ou... Depois do almoço com meu amigo, ainda confuso pela noite anterior, decido sair para espairecer. Ao passar pela área das mesas do restaurante, vejo uma mulher de costas, conversando animadamente com um homem. Meu peito aperta de forma brusca. É ela. Júlia. Uma raiva surda cresce dentro de mim. Eu estava errado. Aquela inocência toda, aquela gentileza... não passava de fach










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