Davi Ser empresário e pai solo é uma tarefa exaustiva. Especialmente quando não há uma esposa ao lado para dividir os momentos difíceis e as pequenas vitórias. Há cinco anos... — Vamos, amor. Força! — Seguro a mão de Renata com firmeza, sentindo seus dedos apertarem os meus com toda a força que lhe restava. O quarto de hospital está quente, iluminado por luzes brancas frias. Renata suada, o rosto vermelho, as têmporas latejando. Ela respira fundo, contrai o corpo e solta um grito rouco que ecoa entre as paredes. — Isso, querida... A cabecinha dela já está aqui — murmuro, a voz embargada de emoção. Quando a bebê nasce, um choro forte enche o ambiente. Levanto o olhar, emocionado, e vejo minha filha pela primeira vez: pele rosada, cabelos escuros úmidos colados na cabecinha. Linda. Perfeita. Mas ao me virar para Renata, meu sangue gela. Seus olhos estão se fechando devagar, o rosto perdendo a cor. — Renata? — chamo, a voz falhando. Os monitores começam a apitar freneticamente. U
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