Mundo de ficçãoIniciar sessão
Fé
A fé é o sentimento mais puro e profundo que um ser humano pode carregar. Minha fé despertou cedo. Aos cinco anos, entendi que a vida sem Jesus era vazia, desprovida de cor e propósito. Quando ouvi pela primeira vez a história do Salvador — como Ele entregou a vida por nós para nos oferecer redenção e limpar nossos pecados —, as lágrimas desceram pelo meu rosto sem que eu conseguisse conter. Desde então, a igreja se tornou parte essencial da minha vida. Todo sábado e domingo, ia com meus pais, o coração em paz, para cultuar e receber a bênção que sempre me renovava. Flashback — Eu aos quatorze anos Certa noite, abri a janela do meu quarto em Nova York. O ar frio entrava carregado com o barulho distante da cidade. Sentei-me na beirada da cama, olhei para o céu escuro entre os prédios e comecei a falar com Jesus como se Ele estivesse ali, bem ao meu lado. Minha voz saiu baixa e trêmula ao confessar o que pesava em minha consciência: eu havia pegado escondido um chocolate chip cookie que minha irmã mais velha havia guardado. A vergonha queimava dentro de mim. Pedi perdão com sinceridade, sentindo o peso do erro. De repente, uma paz profunda e quente me envolveu, como um abraço suave que acalmou meu peito. Soube, naquele instante, que havia sido perdoada. No dia seguinte, procurei minha irmã e pedi desculpas. Nunca mais repeti aquele erro. De volta ao presente Agora, aos vinte e quatro anos, estou prestes a viver um sonho que pedi tanto em oração: conhecer Santorini. Não me atraem as mitologias pagãs que as pessoas tanto romantizam. Para mim, a verdadeira beleza está na criação de Deus, manifesta nas paisagens que Ele formou. — Júlia! — A voz da minha mãe ecoa do andar de baixo. Desço as escadas com passos firmes, sentindo a expectativa crescer no peito. — Cuidado, filha — ela diz, aparecendo no corredor com uma expressão preocupada. Paro diante dela. Seguro suas mãos e noto a tensão em seus dedos. — Mãe, não precisa se preocupar tanto. Logo estarei de volta. Ela suspira, os olhos marejados. — Você é tão confiante... O mundo lá fora pode ser complicado, Júlia. Sorrio com serenidade e a puxo para um abraço demorado, sentindo o perfume familiar e o calor de quem me criou. — Deus está no controle, mãe. Sempre esteve. Depois da despedida, desço com meu pai até o carro. Durante o trajeto até o aeroporto, observo as ruas movimentadas de Nova York pela janela — os táxis amarelos, as luzes, o movimento constante. Meu coração se enche de gratidão silenciosa. No aeroporto, o ambiente frio e movimentado contrasta com a emoção que sinto. Meu pai me ajuda com a mala até o check-in. Quando chega o momento de passar pela segurança, ele me olha com os olhos úmidos. — Deus te acompanhe, minha filha — diz, a voz rouca. — Amém, pai. Eu te amo. Dou-lhe um abraço forte e demorado, sentindo seu peito subir contra o meu, e sigo em frente com passos decididos. Dentro do avião, acomodo-me na poltrona junto à janela. O cheiro de ar recirculado e o burburinho dos passageiros enchem o ambiente. Enquanto o avião taxiia, fecho os olhos e coloco a mão sobre o coração, sentindo as batidas firmes. — Senhor, me guarda nesta jornada — sussurro. O avião decola. Pela janela, vejo a cidade que amo se afastando, transformando-se em um mar de luzes. Uma lágrima solitária escorre pelo meu rosto — não de tristeza, mas de entrega total. Seja o que Deus quiser nessa nova aventura. Para as minhas leitoras essa é a nova versão corrigida e aprimorada do Descobrimento do amor. boa leitura!






