A casa estava silenciosa.
Depois do abraço, depois das lágrimas, depois daquela conversa que parecia ter tirado o ar do mundo — Marcos se deitou.
Não porque estava cansado, mas porque sabia que Júlia precisava de espaço. Ele não perguntou se ela ia dormir ao lado dele. Não pediu. Não sugeriu. Apenas deixou a porta do quarto entreaberta, como alguém que diz sem falar:
Eu estou aqui.
Júlia ficou na sala por alguns minutos, sentindo o corpo leve e pesado ao mesmo tempo.
Era estranho como o ch